Menino de 9 anos morre após 7 atendimentos médicos em MS; caso é investigado como possível erro
Menino de 9 anos morre após 7 atendimentos; caso é investigado

Tragédia em Mato Grosso do Sul: menino de 9 anos morre após sete tentativas de atendimento médico

A morte do menino João Guilherme Jorge Pires, de apenas nove anos, ocorrida na madrugada de terça-feira (7), após sua família buscar atendimento médico por sete vezes em Campo Grande, está sendo investigada como possível erro médico. O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vilela, declarou nesta sexta-feira (10) que a Polícia Civil assumiu a responsabilidade pela investigação do caso.

Investigação policial e análise interna da Secretaria de Saúde

Marcelo Vilela enfatizou que, quando há registro de boletim de ocorrência em casos de morte a esclarecer, a Secretaria de Saúde realiza uma análise interna e reúne o prontuário do paciente. Esses documentos serão fundamentais para o inquérito policial. "Vai ter o boletim, vai ter o inquérito. E ali vai ter as informações mais tarde. Agora eu não posso falar nada", afirmou o secretário, destacando que a conclusão sobre possível erro médico caberá às autoridades policiais.

Papel dos conselhos de classe na responsabilização profissional

O secretário de Saúde esclareceu que a possível responsabilização dos profissionais envolvidos no atendimento ao menino será analisada pelos conselhos de classe competentes. "Quando você fala do profissional, a gente tem o Conselho Regional de Medicina (CRM), que vai ser acionado com certeza. A gente vai aguardar o término", declarou Vilela, indicando que o CRM já acompanha o caso de perto.

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Causa da morte e detalhes do atendimento médico

A certidão de óbito de João Guilherme aponta que a causa da morte foi insuficiência respiratória provocada por septicemia, uma infecção generalizada que se originou de uma artrite séptica, infecção em uma articulação. O documento detalha que o menino não conseguiu respirar nem realizar as trocas de oxigênio necessárias para o funcionamento do corpo, com a infecção se espalhando pela corrente sanguínea devido à falta de tratamento adequado.

Além disso, um laudo de entrada na Santa Casa revelou que equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) identificaram que o tubo usado para auxiliar na respiração do menino estava mal fixado durante a transferência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, levantando mais questões sobre a qualidade do cuidado prestado.

Investigação em andamento e envolvimento das autoridades

A investigação do caso está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que trabalha em conjunto com o Conselho Regional de Medicina para apurar todos os aspectos envolvidos. A família de João Guilherme, que enfrentou a angústia de múltiplas idas a unidades de saúde em busca de ajuda, aguarda respostas sobre as circunstâncias que levaram à tragédia.

Este caso chama a atenção para a importância de protocolos rigorosos no atendimento médico de emergência, especialmente quando envolvem crianças, e reforça a necessidade de transparência e responsabilidade no sistema de saúde pública.

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