O policial civil Frede Uilson Souza de Jesus, preso pela morte da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, prestou depoimento à polícia e admitiu que atirou contra o carro onde a vítima estava, mesmo sem conseguir enxergar o interior do veículo. Segundo o agente, o vidro do automóvel era escuro e ele acreditou que poderia estar sendo vítima de um assalto durante a discussão de trânsito ocorrida no Pechincha, na Zona Sudoeste do Rio. A declaração consta no inquérito que investiga a morte de Thamires, baleada dentro de um carro de aplicativo na última quarta-feira (7).
Detalhes do depoimento
No depoimento, o policial afirmou que sacou a arma após perceber a aproximação do outro veículo e disse ter efetuado o disparo por suspeitar de uma ameaça, apesar de não conseguir visualizar quem estava dentro do carro. Ao ser questionado pelos investigadores sobre o motivo de não ter dado marcha à ré para evitar a aproximação do veículo, o policial afirmou que se assustou e “ficou estagnado”. De acordo com ele, por causa disso, o disparo foi feito quando o carro passou ao lado do veículo dele, e não de frente.
Histórico criminal do policial
Antes da morte de Thamires, Frede já havia sido alvo de outras investigações. O policial possui 6 anotações criminais entre 2007 e 2020, sendo quatro delas por violência doméstica, uma por lesão corporal e outra por injúria. A Justiça do Rio já havia destacado, na decisão que decretou a prisão temporária do policial, a gravidade da conduta e o perigo que ele poderia representar em liberdade.
Repercussão do caso
Thamires estava no banco do passageiro de um carro de aplicativo quando foi atingida. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O caso provocou comoção e revolta entre familiares e amigos da vítima. O corpo de Thamires foi enterrado neste sábado (9), no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. A filha dela completou quatro anos no mesmo dia do sepultamento da mãe.



