Estudantes da Ufal denunciam insetos e objetos perigosos em refeições de restaurantes universitários
Insetos e vidro em refeições da Ufal: estudantes denunciam

Estudantes da Ufal denunciam presença de insetos e objetos perigosos em refeições dos restaurantes universitários

Estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) fizeram graves denúncias sobre a qualidade das refeições servidas nos Restaurantes Universitários (RUs) da instituição. Segundo relatos reunidos em um dossiê elaborado pelo movimento estudantil independente, foram encontrados insetos e objetos como cacos de vidro e fios metálicos nos alimentos. As ocorrências teriam sido registradas entre março e abril deste ano em diferentes campi do estado de Alagoas.

Dossiê detalha problemas sanitários e riscos à saúde

O documento elaborado pelos estudantes aponta um padrão preocupante de falhas sanitárias que colocam em risco a saúde dos universitários. Os problemas foram identificados tanto no almoço quanto no jantar, incluindo a presença de moscas, abelhas, patas de barata, além de materiais perigosos como plástico, vidro e fio de cobre.

De acordo com o dossiê, os casos não seriam isolados e representam uma situação recorrente nos restaurantes da universidade. O material reúne diversos relatos alarmantes de estudantes que vivenciaram situações desagradáveis durante as refeições.

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Relatos específicos de contaminação nos alimentos

Em um dos casos mais emblemáticos, uma aluna afirma ter encontrado patas de barata em sua marmita. Ao reclamar sobre o ocorrido, diz ter recebido como resposta de um funcionário: “o lixo é do lado da saída”, demonstrando falta de sensibilidade com o problema.

Outro estudante relatou ter encontrado um pedaço de fio de cobre dentro do feijão servido no RU. Há ainda registros de alunos que afirmam ter mordido fragmentos semelhantes a vidro durante a refeição, o que representa um risco imediato à integridade física.

O documento também inclui imagens que mostram insetos dentro de pratos como sopa, purê e linguiça, além de fotos que indicariam a presença de uma abelha viva na cuba de alimentos durante a distribuição. Segundo o movimento estudantil, essas evidências apontam para falhas graves no controle de pragas e nos processos de preparo dos alimentos.

Reivindicações do movimento estudantil

No dossiê, o movimento estudantil apresenta uma série de demandas para resolver os problemas identificados:

  • Apuração imediata de todos os casos relatados
  • Realização de vistoria sanitária completa nos restaurantes
  • Revisão dos processos de preparo dos alimentos
  • Implementação de controle de pragas eficaz
  • Criação de um canal permanente para recebimento de denúncias

Posicionamento oficial da Universidade Federal de Alagoas

Em nota oficial, a Ufal informou que o dossiê citado não foi entregue oficialmente à gestão da universidade nem à gerência do RU. Segundo a instituição, o material ao qual teve acesso circula de forma extraoficial, o que, de acordo com a universidade, dificulta a verificação da autenticidade das informações e das imagens apresentadas.

A universidade afirmou ainda que solicitou, por meio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que as denúncias sejam formalizadas para permitir uma apuração adequada dos fatos.

Inspeção da Vigilância Sanitária e medidas em andamento

A Ufal informou também que o Restaurante Universitário do Campus A.C. Simões, em Maceió, passou por inspeção da Vigilância Sanitária nesta terça-feira (14). Segundo a instituição, foram registradas apenas observações pontuais, como necessidade de reparos estruturais e melhorias na limpeza e iluminação.

De acordo com a universidade, a inspeção considerou adequadas as condições de conservação e qualidade dos alimentos e não indicou necessidade de interrupção do funcionamento do restaurante. A gestão reconheceu problemas relacionados a filas e tempo de atendimento e disse que avalia medidas para melhorar o fluxo de usuários.

A Ufal destacou ainda que o RU passa por processo de ampliação e reforma com recursos do Programa de Aceleração do Cresgimento (PAC Educação), com previsão de conclusão do processo licitatório nos próximos meses. A universidade afirmou que o restaurante é um equipamento essencial de assistência estudantil e que mantém compromisso com a qualidade do serviço e com o diálogo com a comunidade acadêmica.

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A situação expõe a necessidade de maior transparência e comunicação entre a administração universitária e os estudantes, garantindo que as refeições oferecidas nos restaurantes universitários atendam aos padrões mínimos de segurança alimentar e qualidade nutricional.