Idosa de 74 anos luta por tratamento de câncer após plano de saúde suspender medicamento em Araras
Idosa luta por tratamento de câncer após plano suspender remédio

Família enfrenta batalha judicial por tratamento de câncer após plano suspender medicamento

A aposentada Luiza Ferreira Lima da Cunha, de 74 anos, está travando uma luta desesperadora para continuar seu tratamento contra o câncer de pulmão com metástase no cérebro. A situação se agravou quando o plano de saúde São Luiz Saúde suspendeu o fornecimento do medicamento de imunoterapia essencial para seu tratamento, mesmo após 26 anos de pagamento ininterrupto do convênio pela família.

Diagnóstico e início da batalha pela saúde

O diagnóstico do câncer veio em junho de 2024, quando Luiza procurou atendimento médico por causa de dores de cabeça e sofreu uma convulsão durante a consulta. Desde então, a paciente e sua família enfrentam uma série de obstáculos para garantir o tratamento adequado. "Tem vez que você fala: 'Ai, meu Deus, será que esse remédio não vai vir? Dá uma tristeza'", desabafa a idosa sobre a incerteza que acompanha cada etapa do processo.

Segundo relatos da filha, Silvana Marques da Cunha, a imunoterapia estava marcada para 20 de janeiro, mas quase dois meses depois, a mãe continua sem receber o medicamento necessário. A demora representa um risco significativo para a saúde de Luiza, pois cada dia sem tratamento permite o avanço da doença que poderia ser estabilizada com a medicação adequada.

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Histórico de atrasos e ação judicial

Esta não é a primeira vez que a família enfrenta problemas com o fornecimento do tratamento. No ano passado, foi necessário aguardar aproximadamente 90 dias até que uma decisão judicial determinasse a aplicação da imunoterapia. Agora, o atraso já alcança 60 dias novamente, repetindo um cenário que coloca em risco a vida da paciente.

"No último dia de prazo do juiz, aí eles chamaram para fazer no dia seguinte", recorda Silvana sobre a experiência anterior, demonstrando o padrão de comportamento do plano de saúde que só age sob pressão legal. A família já precisou recorrer à Justiça novamente para tentar garantir o direito ao tratamento, evidenciando as falhas no sistema de saúde suplementar.

Impacto emocional e financeiro

Além da batalha pela saúde, a família enfrenta o aumento constante da mensalidade do convênio, agravando a situação financeira em um momento de extrema vulnerabilidade. "É um desespero tremendo porque é um direito dela, porque é convênio particular. Faz mais de 26 anos que ela tem esse convênio. E a hora que você mais precisa", lamenta a filha sobre a ironia de pagar por um serviço que não é prestado quando mais necessário.

A Justiça já aplicou multa ao plano de saúde pela demora no cumprimento das obrigações, mas a família demonstra que seu objetivo principal não é financeiro. "Eu falei para o advogado: 'a minha intenção não é tirar dinheiro de ninguém. Eu quero o tratamento da minha mãe. Por que que não usa esse dinheiro da multa para compra dos remédios?'", questiona Silvana, mostrando a prioridade absoluta na saúde da mãe.

Posicionamento do plano de saúde

Em nota oficial, o São Luiz Saúde informou que já tomou providências para regularizar parte das demandas e que a situação tende a ser normalizada nos próximos dias. No entanto, a empresa não detalhou quais medidas específicas foram adotadas nem estabeleceu um prazo concreto para a solução definitiva do problema, deixando a família em um limbo de incerteza.

A falta de transparência e a demora na resolução do caso evidenciam as dificuldades que muitos brasileiros enfrentam ao depender de planos de saúde para tratamentos de alta complexidade. A situação de Luiza representa um alerta sobre a necessidade de maior fiscalização e responsabilidade por parte das operadoras de saúde, especialmente quando se trata de pacientes idosos com doenças graves.

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