Idosa de 112 anos pode se tornar recordista mundial após cirurgia ortopédica de alta complexidade
Uma idosa de 112 anos e 9 meses, Isabel Gomes, está em processo de recuperação no Hospital Geral de Palmas (HGP), em Palmas, Tocantins, após passar por uma cirurgia ortopédica de alta complexidade no fêmur. O procedimento, realizado com sucesso no dia 24 de fevereiro, pode colocá-la no Guinness World Records, o livro dos recordes mundiais, como a pessoa mais velha do mundo a se submeter a uma cirurgia ortopédica.
Recuperação e desejo de alta
Lúcida e ansiosa para retornar ao convívio familiar, Isabel não esconde o desejo de deixar o hospital o quanto antes. “Eu tô com pressa pra ir embora, mas não quero ir sem saúde, não. Quero ir com saúde”, disse em entrevista à TV Anhanguera. A idosa deu entrada na unidade após sofrer uma queda em casa, passou pela cirurgia bem-sucedida e acabou ficando “famosa” no hospital.
Sobre sua rotina, Isabel brincou: “Eu não faço é nada. Na minha idade, minha vida é comer e dormir”, quando questionada sobre o que faz para ocupar o tempo. Quanto ao segredo da longevidade, ela afirma que não pode explicar: “Só quem sabe é o lá de cima. Só Deus sabe.”
Procedimento complexo e equipe multidisciplinar
Apesar da disposição e do bom humor da idosa, a cirurgia que pode colocá-la no livro dos recordes foi considerada complexa. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO), o procedimento exigiu a atuação de uma equipe multidisciplinar, composta por:
- Ortopedistas
- Geriatras
- Anestesiologistas
- Enfermeiros
- Fisioterapeutas
“Trata-se de um caso de alta complexidade, principalmente pela idade extremamente avançada, o que exige tomada de decisão baseada em segurança, evidência científica e experiência clínica”, destacou o médico ortopedista Ronaldo Rêgo Rodrigues, responsável pelo procedimento.
Preparação para o recorde mundial
A equipe do HGP já prepara a documentação para envio ao Guinness. Caso o recorde seja homologado, Isabel poderá superar a britânica Gladys Ada Elizabeth Hooper, que, em 2015, realizou uma cirurgia no quadril aos 112 anos e 264 dias. Uma equipe do hospital, formada por geriatras e fisioterapeutas, acompanha agora de perto a recuperação para garantir que ela volte a caminhar e retorne para casa com segurança.
Este caso destaca não apenas a resiliência da idosa, mas também a capacidade do sistema de saúde local em lidar com procedimentos desafiadores em pacientes de idade avançada, abrindo caminho para possíveis reconhecimentos internacionais.



