Hospital infantil em BH registra alta de 65% em atendimentos por doenças respiratórias
Hospital infantil em BH tem alta de 65% em atendimentos respiratórios

Hospital infantil em Belo Horizonte enfrenta surto de doenças respiratórias com aumento de 65% na demanda

O Hospital Infantil João Paulo II, referência em atendimento pediátrico na capital mineira, registrou um aumento de 65% na demanda do pronto atendimento nas últimas semanas. Os casos mais frequentes incluem nasofaringite, bronquiolite, bronquite, asma e otite, afetando principalmente crianças. Além disso, as internações cresceram 38% em comparação com períodos fora da sazonalidade, pressionando a estrutura hospitalar.

Ampliação de estrutura e reforço na equipe para atender à demanda crescente

Para lidar com essa situação crítica, a unidade implementou uma série de medidas de expansão. Foram adicionados sete novos leitos de UTI e 19 leitos de enfermaria, além da abertura de dois consultórios de pronto atendimento e criação de mais cinco pontos na sala de medicação. Caso a demanda persista, há previsão de ampliar mais oito leitos na sala de decisão clínica.

O hospital também recebeu um reforço significativo na equipe, com a contratação de 150 novos profissionais. Entre eles, estão 34 médicos, 10 enfermeiros, 69 técnicos de enfermagem e 18 fisioterapeutas respiratórios, visando garantir um atendimento de qualidade e ágil.

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Resposta das autoridades de saúde em Belo Horizonte e Contagem

Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte afirmou que o aumento de casos já era esperado para o período entre março e junho. Até o momento, não há pressão excessiva no sistema de atendimento, mas um plano de enfrentamento está em vigor, prevendo a abertura gradual de leitos e ampliação dos serviços conforme a necessidade.

Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, a situação é mais grave. A prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública devido ao alto número de casos de doenças respiratórias nas últimas semanas, com impacto maior em crianças e idosos. O município já registrou 21 mortes e 381 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. A medida permite ações mais ágeis, como contratações sem licitação e compra de insumos, para reforçar a prevenção e ampliar o atendimento.

Contexto mais amplo e medidas preventivas

Dados da prefeitura de Belo Horizonte mostram que os atendimentos por doenças respiratórias na cidade quase dobraram entre fevereiro e março, com maior procura por pessoas entre 20 e 39 anos. Como medida preventiva, a campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada na capital e está disponível para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

Outras unidades da rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), como o Hospital Júlia Kubitschek e o Hospital Eduardo de Menezes, já operam com capacidade ampliada e podem abrir novos leitos de terapia intensiva conforme necessário. A Secretaria de Estado de Saúde informou que antecipou medidas para enfrentar o período crítico, incluindo ampliação de leitos, reforço de equipes e intensificação da vacinação em todo o estado.

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