Moradores de Paulínia, Hortolândia e Monte Mor reclamam de água com cheiro de mofo e gosto ruim
Água com cheiro de mofo e gosto ruim preocupa moradores de SP

Moradores de três cidades da região de Campinas enfrentam problema com água de abastecimento

Moradores de Paulínia, Hortolândia e Monte Mor, na região de Campinas, estão enfrentando uma situação preocupante com o abastecimento de água. Diversas famílias têm relatado que a água distribuída pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apresenta cheiro forte de mofo e gosto desagradável, o que tem levado muitas pessoas a evitar completamente o consumo da água em suas residências.

Relatos detalhados dos moradores afetados

Marcos Farhat, residente do bairro Parque Brasil 500 em Paulínia, contou que o problema persiste há aproximadamente uma semana. Segundo ele, embora a água não apresente alterações visíveis como partículas ou mudança de coloração, o odor de mofo é intenso e perceptível. "Não vou beber água, não dá para confiar", afirmou o morador, que também mencionou que vizinhos enfrentam a mesma situação.

Iraci Haydn, moradora do bairro Santa Cecília, compartilha experiência semelhante. Ela relatou que a água tem cheiro forte de mofo e, em alguns momentos, apresenta excesso de cloro. "De jeito nenhum eu bebo uma água dessa. Nem para fazer café está dando", disse Iraci, acrescentando que o problema afeta até mesmo atividades domésticas básicas como a lavagem de roupas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impactos no cotidiano das famílias

Os relatos dos moradores indicam que a situação vai além do consumo direto:

  • Famílias estão evitando usar a água para preparar alimentos e bebidas
  • Roupas lavadas com a água apresentam textura alterada e endurecimento
  • Há preocupação generalizada com a qualidade do abastecimento
  • Moradores relatam histórico de problemas recorrentes com o serviço da Sabesp

Marcos Farhat destacou ainda que as reclamações sobre o serviço da Sabesp são frequentes na região, incluindo questões como baixa pressão, dificuldade para encher caixas d'água, falhas no abastecimento e variações na coloração da água em períodos anteriores.

Posicionamento oficial da Sabesp

Em nota oficial, a Sabesp informou que está apurando os relatos dos moradores das três cidades e que suas equipes já estão atuando para identificar a causa do problema e realizar as adequações necessárias. A companhia ressaltou que podem ocorrer variações naturais no gosto e no cheiro da água devido às características de cada manancial, mas garantiu que isso não interfere na potabilidade e segurança da água fornecida.

A empresa destacou ainda que monitora todo o sistema de abastecimento e realiza mais de 170 mil análises mensais, cumprindo rigorosamente os parâmetros de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Como medida preventiva, a Sabesp reforçou a importância de manter as caixas-d'água sempre tampadas e higienizadas a cada seis meses, além da verificação regular das tubulações internas dos imóveis.

Reclamações registradas e acompanhamento

Marcos Farhat informou que já registrou reclamação tanto na Sabesp quanto na Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Segundo ele, a Sabesp respondeu que os parâmetros de qualidade da água estavam dentro da normalidade, com base em análises feitas pela própria companhia.

A empresa pediu desculpas pelos transtornos e orientou que, em caso de alteração na água, os clientes solicitem vistoria no imóvel pelos canais oficiais de atendimento, incluindo telefone gratuito, WhatsApp e Agência Virtual.

Os moradores das três cidades continuam acompanhando a situação enquanto aguardam soluções concretas para o problema que afeta seu abastecimento de água e qualidade de vida.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar