Fábrica de pães autuada novamente em Fortaleza após continuar produção durante interdição por baratas
Fábrica de pães autuada de novo em Fortaleza por produção durante interdição

Fábrica de pães interditada por infestação de baratas volta a ser autuada em Fortaleza após continuar produção

A fábrica de pães que foi interditada há nove dias no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza, recebeu uma nova autuação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis). A ação ocorreu após fiscais constatarem que o estabelecimento continuou funcionando mesmo durante a interdição sanitária imposta no dia 10 de março.

Nova vistoria revela descumprimento da interdição

A vistoria foi realizada na quarta-feira (18), depois que a própria empresa solicitou uma avaliação para possível liberação do local. No entanto, os fiscais encontraram indícios claros de que a produção de alimentos não parou após a interdição.

Entre as irregularidades identificadas estavam:

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  • Produtos expostos na área de venda com datas de fabricação posteriores à data da interdição
  • Registros de pedidos realizados nos dias 12, 13 e 14 de março
  • Um dos fornos apresentando sinais recentes de uso
  • Novos produtos armazenados na câmara de congelamento sem identificação de data de produção

De acordo com a Agefis, o material apreendido não apresentava condições adequadas de rastreabilidade e teria sido produzido em ambiente considerado insalubre.

Infestação de baratas persiste e impede desinterdição

Apesar de a empresa ter iniciado adequações estruturais e melhorias em equipamentos e utensílios, os fiscais encontraram novamente focos de infestação de baratas no local. Esta constatação foi decisiva para impedir a desinterdição do estabelecimento.

A fábrica foi novamente autuada por dois motivos principais:

  1. Descumprimento de determinação da autoridade sanitária
  2. Comercialização de alimentos sem as condições adequadas de higiene

Contexto do caso: interdição inicial e apreensão massiva

A fábrica de panificação foi inicialmente interditada após a Agefis encontrar uma grave infestação de pragas, principalmente baratas, e condições sanitárias totalmente inadequadas no local. Durante a operação inicial, foram apreendidas cerca de 11,5 toneladas de alimentos considerados impróprios para consumo humano.

Entre os produtos recolhidos estavam diversos tipos de pães, incluindo hambúrguer, hot dog, integral e árabe, além de salgados, recheios e itens de panificação e confeitaria que seriam destinados à venda. Para transportar todo o material apreendido, foram necessários quatro caminhões que realizaram sete viagens.

Multas podem atingir valores significativos

Durante a operação inicial, foram lavrados dois autos de infração com base no Código da Cidade:

  • O primeiro por venda de alimentos sem as precauções de higiene exigidas pela legislação sanitária, considerado infração grave com multa que pode chegar a R$ 14,4 mil
  • O segundo porque a empresa funcionava com licença sanitária vencida desde 2022 e exercia atividade de alto risco sanitário com produtos não previstos na autorização concedida, infração média com multa de até R$ 9,6 mil

Com as novas autuações, o valor total das multas pode ultrapassar os R$ 24 mil inicialmente estimados. Além das penalidades financeiras, a empresa também enfrenta possíveis medidas administrativas, como cassação de licenças e alvarás.

Processo administrativo em andamento

O valor final das multas e a aplicação de medidas administrativas adicionais serão definidos ao término do processo administrativo. A empresa tem prazo de 10 dias úteis para apresentar sua defesa perante as autoridades sanitárias.

A Agefis reforçou que a população pode contribuir com a fiscalização através da Central 156 ou pelo aplicativo Fiscalize Fortaleza, disponível para dispositivos Android e iOS, denunciando estabelecimentos que apresentem condições sanitárias inadequadas.

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