Casal de Brodowski viaja de Kombi rumo ao Alasca e chega à Times Square
Casal de Brodowski viaja de Kombi rumo ao Alasca

Um casal de Brodowski, no interior de São Paulo, trocou a rotina estressante de uma imobiliária por uma aventura sobre rodas. Nivaldo Machado, de 65 anos, e Sueli Machado, de 64 anos, estão há quase seis meses viajando de Kombi rumo ao Alasca. Recentemente, eles alcançaram um marco importante: a icônica Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos.

O início do sonho

A ideia surgiu em 2018, quando o casal decidiu abandonar o negócio de vendas e locações. "A imobiliária começou a deixar a gente muito estressado. Aí eu falei: vamos parar e tirar um ano de férias para viajar e curtir a vida", relembra Nivaldo. A partida estava prevista para 2020, mas foi adiada primeiro pela pandemia de Covid-19 e depois por um acidente: Nivaldo bateu a cabeça e deslocou a retina, precisando de cirurgia. Após se recuperar, sofreu outro trauma craniano. "Foi só em novembro de 2025 que retomamos o projeto. Eu falei: é agora ou nunca. Marquei o dia 13 de novembro e disse: não pode ser 14, senão não vou mais", conta.

A Kombi como lar

Até o momento, o casal já atravessou 13 países e percorreu mais de 10 mil quilômetros. A Kombi foi transformada em uma verdadeira casa sobre rodas, adaptada pelo próprio Nivaldo, mesmo sem experiência. "Fiz os móveis, instalei placa de energia solar, banheiro, cozinha, geladeira e uma cama que se arma. Escolhi a Kombi porque chama atenção e viajar de carro dá liberdade. Isso não tem preço", afirma.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desafios na estrada

A jornada não foi fácil. Um dos trechos mais complicados foi a travessia entre Colômbia e Panamá, onde não há ligação terrestre. "Todo mundo que chega de veículo precisa embarcar em Cartagena e pegar o veículo no Panamá. Tivemos sorte de encontrar alguém para dividir o custo", explica Nivaldo. Outro ponto crítico foram as estradas na Cordilheira dos Andes, entre Peru e Bolívia. "São muitas curvas, sem sinalização e sem guard-rail. Você olha no retrovisor e vê a placa traseira, e do outro lado o despenhadeiro." Apesar dos riscos, houve momentos mágicos, como uma noite em Pampamarco, no Peru. "Acordamos cedo e vimos alpacas andando ao lado da Kombi. Quero voltar lá um dia", emociona-se.

Próximo destino: Alasca

Mesmo após chegar a Nova York, a viagem continua. "De onde estamos até o Alasca ainda são cerca de sete mil quilômetros. Precisamos chegar até agosto, porque depois começa a cair gelo e temos que sair rápido", diz Nivaldo. Depois, o plano é retornar ao Brasil pela costa do Pacífico, passando pelo Chile, deserto do Atacama e, se animados, até Ushuaia.

Uma nova vida

Para Nivaldo, a viagem é mais que turismo: é uma mudança de estilo de vida. "Você está sempre aprendendo, conhecendo culturas diferentes. O cérebro fica 24 horas trabalhando. Em casa, no fim de semana, você toma uma cerveja e dorme; o cérebro acostuma a ficar quietinho." O casal sente saudade de Brodowski, mas garante que a rotina ficou para trás. "Brodowski nunca sai do coração, mas estamos vivendo. Todo dia tem coisa nova. A única coisa que não esquecemos é de rezar." A previsão de retorno é até o fim do ano. Nivaldo brinca: "Não sei se vão nos receber com camisa de força ou com festa, mas acredito que seremos bem recebidos."

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar