Envelhecimento populacional pressionará Previdência e saúde no Brasil
Envelhecimento pressiona Previdência e saúde no Brasil

O envelhecimento da população brasileira trará impactos significativos para o sistema previdenciário e para a área de saúde nas próximas décadas, enquanto a educação poderá contar com menos recursos. As projeções constam no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviado ao Congresso Nacional em abril de 2025.

Impactos na Previdência

Segundo estimativas do governo, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá quadruplicar até 2100, passando de 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 para 10,41% do PIB em 2100. Em valores nominais, o rombo pode chegar a R$ 28,44 trilhões. Especialistas e o governo apontam a necessidade de uma nova reforma da Previdência.

O sistema previdenciário brasileiro é de repartição, onde as contribuições dos trabalhadores ativos financiam os benefícios dos aposentados. Com o envelhecimento populacional, haverá menos trabalhadores na ativa para sustentar um número maior de beneficiários. A LDO estima que, em 2060, para cada pessoa com mais de 60 anos, haverá apenas 1,6 pessoa em idade ativa (16 a 59 anos), contra 4,6 atualmente.

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Entre as medidas sugeridas por analistas para uma nova reforma estão: aumento da idade mínima para aposentadoria rural, mudanças no regime do Microempreendedor Individual (MEI), criação de mecanismo de ajuste automático, fim de regras especiais para servidores estaduais e municipais, e fim da paridade e integralidade para militares.

Pressão sobre a saúde

A área de saúde também será fortemente impactada. O governo estima que serão necessários R$ 121 bilhões adicionais até 2036 para atender a demanda crescente, uma vez que a população idosa utiliza proporcionalmente mais serviços de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece acesso universal, já enfrenta problemas crônicos de subfinanciamento, conforme estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI).

Redução de gastos com educação

Por outro lado, a educação poderá contar com R$ 30,2 bilhões a menos, devido à redução do número de jovens na população. O governo argumenta que o tamanho da população jovem está caindo tanto em termos relativos quanto absolutos, o que reduz a demanda por serviços educacionais.

A LDO ressalta que a transformação demográfica impõe desafios às políticas públicas, exigindo adaptações nas áreas de Previdência, saúde e educação.

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