Cearense com AVC nas Filipinas precisa de ajuda para voltar ao Brasil
Cearense com AVC nas Filipinas precisa de ajuda para voltar

Cearense com AVC nas Filipinas enfrenta drama para retornar ao Brasil

A história do jovem cientista Rafael Félix, que vive um drama intenso nas Filipinas, tem mobilizado familiares e amigos em uma corrida contra o tempo por ajuda. Rafael sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) enquanto se preparava para voltar ao Brasil, e agora a família tenta desesperadamente arrecadar doações para trazê-lo de volta ao país natal.

Relacionamento virtual e casamento mudam de rumo com AVC

Rafael viajou para as Filipinas em 2023 com o objetivo de conhecer pessoalmente uma mulher com quem mantinha um relacionamento virtual há seis anos. Em 2024, o casal oficializou a união e planejava retornar juntos para Fortaleza em outubro de 2025. No entanto, em julho do ano passado, Rafael sofreu um AVC isquêmico de grande extensão, alterando completamente os planos do casal e iniciando uma batalha pela saúde e repatriação.

Estado crítico e falta de atendimento público nas Filipinas

O estado de saúde de Rafael ficou crítico após o AVC, com a família relatando que ele não conseguiu atendimento no serviço público das Filipinas, que atende apenas cidadãos locais. Desde então, os familiares têm se desdobrado para arcar com todas as despesas médicas necessárias, mantendo Rafael em internação domiciliar na casa onde mora com a esposa.

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O pai de Rafael também viajou para as Filipinas na tentativa de trazê-lo de volta ao Brasil, onde poderia receber tratamentos mais específicos e adequados. No entanto, os custos envolvidos são extremamente elevados, tanto para a internação contínua quanto para a complexa repatriação médica.

Voo de UTI aérea com custo milionário

O orçamento mais recente para o transporte de Rafael em um voo com UTI móvel ultrapassa a marca de 375 mil dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 1,9 milhão. A mãe de Rafael, que permanece em Fortaleza, detalhou que o AVC afetou toda a parte motora do jovem, exigindo cuidados especializados.

Atualmente, Rafael está com as funções vitais estabilizadas e possui autorização médica para voltar ao Brasil. Contudo, devido à gravidade do quadro clínico, ele não pode viajar em voo comercial convencional, necessitando de uma UTI móvel para enfrentar a longa viagem de quase 40 horas entre as Filipinas e o Brasil.

Tratamento mantido por doações e apelo por solidariedade

O tratamento e a permanência de Rafael nas Filipinas são mantidos exclusivamente por doações, com a família fazendo um apelo público para arrecadar recursos. Quem deseja contribuir pode acessar o site Volta Rafael, onde estão detalhados os orçamentos e as finalidades específicas das doações.

O custo mensal da internação domiciliar nas Filipinas é de cerca de R$ 26 mil, valor que se soma ao montante necessário para o voo de retorno. O pai de Rafael, que acompanha o tratamento no país asiático, relatou que, apesar das tentativas junto às autoridades, o consulado brasileiro informou que não pode ajudar financeiramente.

Embaixada brasileira confirma limitações legais

Em nota oficial, a Embaixada do Brasil em Manila afirmou que não há base legal para custear a repatriação médica de cidadãos, deixando a família dependente da solidariedade pública para trazer Rafael de volta ao país. A situação destaca os desafios enfrentados por brasileiros em emergências médicas no exterior e a importância de redes de apoio.

A família segue na luta diária para garantir o retorno seguro de Rafael, esperando que a mobilização através de doações possa finalmente reunir o jovem cientista com seus entes queridos no Ceará, onde ele poderá continuar sua recuperação com o suporte necessário.

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