Casa de Carnes em Belo Horizonte é interditada após fiscalização rigorosa
Uma ação conjunta de órgãos de fiscalização resultou na interdição da Casa de Carnes Nobres Ao Gosto, localizada na Avenida Silviano Brandão, no bairro Sagrada Família, na região Leste da capital mineira. A operação, realizada nesta quinta-feira (9), foi conduzida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pelo Procon do Ministério Público de Minas Gerais, com o acompanhamento da Vigilância Sanitária municipal.
Irregularidades graves encontradas no estabelecimento
De acordo com o documento oficial do IMA, a fiscalização identificou problemas sérios que comprometem a segurança dos consumidores. Os produtos de origem animal comercializados no local não possuíam registro nos órgãos competentes, o que é uma exigência legal fundamental para garantir a rastreabilidade e qualidade. Além disso, parte dos itens estava com o prazo de validade vencido, representando um risco direto à saúde pública.
Como consequência das irregularidades, um volume impressionante de 4,7 toneladas de carnes e derivados foi considerado impróprio para o consumo. Esses produtos precisarão ser recolhidos por uma empresa designada pelo responsável da Ao Gosto, descartados de forma adequada e a comprovação desse descarte deve ser enviada ao IMA dentro do prazo estabelecido de quatro dias corridos após a fiscalização.
Resposta das autoridades e da empresa envolvida
O Procon-MPMG emitiu uma nota detalhando que a fiscalização contou também com o apoio da Guarda Civil Municipal e confirmou que o estabelecimento não tinha o registro obrigatório para produção e comercialização de produtos de origem animal. A interdição foi aplicada de forma cautelar pelo IMA, e os produtos apreendidos ficaram sob responsabilidade de um fiel depositário para posterior inutilização, devido ao grande volume envolvido.
A ação do IMA foi previamente discutida e definida em reunião com a 14ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, demonstrando o caráter planejado e coordenado da operação. A Prefeitura de Belo Horizonte ressaltou que, embora sua Vigilância Sanitária tenha acompanhado a ação, a fiscalização foi efetivamente conduzida pelo IMA e pelo Ministério Público.
Em resposta às acusações, a empresa Ao Gosto divulgou uma nota defendendo sua trajetória. A empresa, que atua desde 1982, afirmou manter relação de transparência e cooperação com os órgãos fiscalizadores e recebeu voluntariamente a equipe do IMA para ajustes burocráticos. Sobre os produtos vencidos, a empresa argumentou que estavam separados e em local adequado para descarte, sem exposição para venda, e reafirmou seu compromisso com a qualidade e a responsabilidade para com os consumidores.
Impacto e medidas preventivas
Este caso serve como um alerta importante sobre a necessidade de rigor nas fiscalizações de estabelecimentos que manipulam alimentos. A interdição de um comércio com quase cinco décadas de existência demonstra que mesmo empresas com longa trajetória não estão imunes às exigências legais. As autoridades reforçam a importância de:
- Manter registros atualizados nos órgãos competentes
- Controlar rigorosamente os prazos de validade dos produtos
- Cooperar com as fiscalizações de forma transparente
- Garantir a segurança alimentar da população
A rápida ação dos órgãos fiscalizadores evitou que produtos irregulares chegassem às mesas dos consumidores belo-horizontinos, protegendo a saúde pública e reforçando a confiança nos mecanismos de controle sanitário.



