A região de Campinas, no interior de São Paulo, registrou cinco casos confirmados de Mpox no ano de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde. As infecções foram identificadas nas cidades de Campinas, Hortolândia, Paulínia, Sumaré e Várzea Paulista, todas pertencentes à área de abrangência do Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7), que engloba um total de 42 municípios.
Panorama epidemiológico na região
Desde o início do ano, a regional de Campinas notificou 38 casos suspeitos de Mpox. Desse total, 13 já foram descartados após investigação, 11 permanecem em análise pelas autoridades sanitárias e os cinco confirmados representam um alerta para a vigilância em saúde. As informações foram consolidadas no Painel de Monitoramento da doença, atualizado nesta sexta-feira (27).
Em todo o estado de São Paulo, o balanço oficial aponta 59 casos confirmados de Mpox em 2026, sem nenhum óbito registrado até o momento. A situação demanda atenção contínua, especialmente diante da detecção de uma nova variante do vírus no Reino Unido e na Índia, conforme alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Perfil dos pacientes infectados
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, todos os cinco indivíduos diagnosticados com Mpox na região de Campinas são do sexo masculino. A distribuição por faixa etária revela que dois pacientes têm entre 25 e 29 anos, enquanto os outros três estão na faixa dos 35 aos 39 anos.
Campinas confirmou um caso em um homem de 35 anos, que apresentou os primeiros sintomas no dia 3 de janeiro. Ele foi atendido na rede privada de saúde e recebeu alta com cura clínica em 19 de janeiro. As autoridades locais não identificaram o local provável de infecção.
Em Sumaré, o paciente é um homem de 37 anos, residente na região da Área Cura. Seus sintomas iniciaram em 1º de janeiro de 2026, e ele recebeu tratamento no Hospital Ouro Verde, localizado em Campinas. O quadro evoluiu favoravelmente, com alta médica concedida após a recuperação.
As prefeituras de Hortolândia, Paulínia e Várzea Paulista optaram por não divulgar detalhes específicos sobre os casos em seus territórios, remetendo as informações à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde. A reportagem aguarda posicionamento oficial desses municípios para atualizações.
Contexto global e características da doença
A Mpox, anteriormente conhecida como "varíola dos macacos", é uma zoonose viral que pode ser transmitida entre animais e seres humanos. A infecção ocorre principalmente por contato próximo com fluidos corporais de pessoas contaminadas ou através de arranhões e mordidas de animais infectados.
Os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça intensa, inchaço dos gânglios linfáticos e erupções cutâneas características. A doença foi identificada pela primeira vez em 1958, em colônias de macacos, mas hoje se sabe que roedores e até mesmo cães domésticos podem atuar como vetores.
Especialistas em saúde pública recomendam medidas preventivas para reduzir o risco de contágio:
- Evitar contato direto com lesões de pele de indivíduos infectados
- Manter rigorosa higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como roupas, toalhas e utensílios
A OMS elevou o nível de alerta para a Mpox em 2024, classificando-a como uma ameaça significativa à saúde global. A recente detecção de uma nova variante em dois países reforça a necessidade de monitoramento constante e vigilância epidemiológica aprimorada.



