Campinas inicia vacinação contra dengue para profissionais da saúde com imunizante do Butantan
Campinas começa vacinação contra dengue para profissionais da saúde

Campinas inicia vacinação contra dengue para profissionais da saúde com imunizante do Butantan

A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, dá um passo importante no combate à dengue ao iniciar, nesta terça-feira (10), a aplicação da nova vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A imunização é voltada inicialmente para parte dos profissionais da saúde, marcando o início de uma estratégia ampliada de prevenção contra a doença que assolou a região em 2025.

Primeira etapa foca em agentes de saúde

Nesta fase inicial, a vacinação é direcionada especificamente aos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e aos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas, serão disponibilizadas 1.790 doses para atender esse público prioritário. A escolha desses profissionais se justifica pelo seu papel fundamental no enfrentamento direto da dengue e na orientação da população.

Distribuição em seis centros de saúde

A prefeitura municipal informou que a vacina será aplicada em seis centros de saúde distribuídos por diferentes regiões da cidade. A implantação ocorre de forma escalonada:

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  • CS Vila Ipê (Sudoeste) - inicia nesta terça-feira (10)
  • CS Vila Perseu Leite de Barros (Noroeste) - inicia nesta terça-feira (10)
  • CS Jardim Aurélia (Norte) - inicia nesta terça-feira (10)
  • CS Tancredo Neves (Sudoeste) - inicia na quarta-feira (11)
  • CS Nova América (Sul) - inicia na quarta-feira (11)

Os endereços completos podem ser consultados através do portal oficial da prefeitura dedicado à vacinação.

Contexto epidemiológico preocupante

Campinas encerrou o ano de 2025 com um cenário alarmante de dengue, registrando a terceira maior epidemia da série histórica da cidade. Foram confirmados 45,4 mil casos e 27 óbitos decorrentes da doença. Embora ainda não haja dados consolidados para 2026, a Secretaria de Saúde já emitiu alertas indicando 29 bairros com alto risco de transmissão, reforçando a urgência das medidas preventivas.

Sinais de alarme e orientações à população

A Secretaria de Saúde de Campinas reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico adequado. A dengue não possui medicamento específico, mas intervenções clínicas oportunas podem evitar complicações graves e óbitos. É fundamental ficar atento aos seguintes sinais de alarme:

  1. Dor abdominal intensa e contínua
  2. Vômitos persistentes
  3. Sinais de sangramento (como nas gengivas)
  4. Menstruação com volume aumentado em mulheres
  5. Sensação de desmaio ou tontura

Os sintomas clássicos da dengue incluem febre alta repentina, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, vômitos e diarreia, que podem levar à desidratação. Ao apresentar qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica, evitando a automedicação.

Medidas complementares de prevenção

A vacina representa um avanço significativo, mas deve ser complementada com ações individuais e coletivas de controle do mosquito Aedes aegypti. Entre as principais medidas preventivas recomendadas estão:

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  • Utilização de telas de proteção com buracos de no máximo 1,5 milímetro em janelas
  • Manutenção de portas e janelas fechadas nos períodos de maior atividade do mosquito
  • Eliminação de possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água
  • Tampar adequadamente tonéis e caixas d'água
  • Manter calhas limpas e desobstruídas
  • Armazenar garrafas sempre com a boca voltada para baixo
  • Manter lixeiras bem tampadas
  • Limpar regularmente pratos de vasos de plantas e recipientes de água para animais
  • Evitar acúmulo de água em pneus, calhas e acessórios de decoração externos

A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan surge como uma ferramenta adicional no arsenal de combate à dengue, complementando as ações tradicionais de controle vetorial e ajudando a reduzir o impacto da doença na população campineira. A expectativa é que, após esta fase inicial voltada para profissionais da saúde, a imunização possa ser ampliada para outros grupos prioritários, contribuindo para a redução dos casos e óbitos por dengue na região.