A marca Cafellow relançou neste mês o café em sachê Fellow Criativo, que havia sido proibido em outubro do ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na ocasião, a agência vetou o produto devido à presença de um extrato de cogumelo em sua composição, além de outras irregularidades.
Motivos da proibição
De acordo com a legislação brasileira, para ser considerado café, o produto precisa conter exclusivamente o grão, sem os chamados “elementos estranhos” — que incluem grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo, cevada), corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão. O produto original da Cafellow continha extrato de cogumelo Agaricus Bisporus, um ingrediente que, segundo análise da Anvisa em outubro, não teve sua segurança para consumo avaliada.
Adequação à lei
Para se adequar à lei, a Cafellow relançou o Fellow Criativo utilizando apenas café arábica e aromatizantes autorizados em sua fórmula. “A decisão está diretamente relacionada ao enquadramento regulatório do produto como café, que não permite a adição de outros ingredientes além de aromas”, explica a empresa. A nova versão do Fellow Criativo contém 14g de café arábica torrado e moído, com aroma natural de caramelo e baunilha.
Irregularidades na publicidade
Quando proibiu o produto, a agência também destacou outro ponto: a embalagem e a publicidade afirmavam que ele ajudava no controle da insulina e na redução do colesterol, mas essas informações não tinham comprovação da Anvisa. A empresa não comentou sobre essas alegações no relançamento.
O caso reforça a importância da regulamentação de alimentos e bebidas no Brasil, garantindo que produtos rotulados como café sigam padrões rigorosos de composição e segurança.



