A Prefeitura de Belo Horizonte decretou situação de emergência devido ao aumento expressivo de doenças respiratórias na cidade. Desde o dia 10 de abril, a capital mineira enfrenta uma demanda elevada nos serviços de saúde. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, até o dia 21 de abril foram realizados 31.053 atendimentos por problemas respiratórios nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e centros de saúde, o que representa uma média de 1.478 atendimentos por dia. Em todo o mês de março, o número foi de 49.205, enquanto em situações de normalidade a média mensal gira em torno de 26 mil.
Internações e impacto em crianças
As solicitações de internação por causas respiratórias somaram 4.547 neste ano, uma média de 42 por dia. As crianças de 0 a 9 anos correspondem a 26% dos pacientes internados, totalizando 1.188 casos. Somente no Hospital Odilon Behrens, localizado na Região Noroeste de Belo Horizonte, foram registradas 193 internações pediátricas por questões respiratórias em abril. Para atender a demanda crescente, a unidade abriu dez novos leitos destinados ao atendimento infantil neste mês.
Alerta e vacinação
A subsecretária municipal de Atenção à Saúde, Raquel Felisardo, destacou a situação de alerta. “O estado é de alerta. A gente está orientando muito a importância da vacinação. Todos que ainda não foram vacinar contra a gripe procurem um dos 153 centros de saúde para colocar o cartão de vacina em dia, dentro do grupo prioritário”, afirmou.
Apesar da campanha, a vacinação contra a gripe está longe da meta. Segundo a prefeitura, entre os públicos-alvos, os idosos foram os mais imunizados em Belo Horizonte, com 35,4% de cobertura. Na sequência, aparecem as gestantes (22,4%) e as crianças de 6 meses a menores de 6 anos (14,5%). A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários.
Públicos elegíveis para a vacina da gripe
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes
- Idosos com 60 anos ou mais
- Puérperas (até 45 dias após o parto)
- Povos indígenas
- Quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores de saúde
- Professores do ensino básico e superior
- Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
- Profissionais das Forças Armadas
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso
- Trabalhadores portuários
- Trabalhadores dos correios
- População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade
A vacina contra a gripe está disponível nos 153 centros de saúde da capital. A prefeitura reforça a importância de os grupos prioritários buscarem a imunização para conter o avanço das doenças respiratórias.



