Bebê de 1 ano e 7 meses morre em hospital de Niterói após suposta administração de medicamento errado
Bebê morre em hospital após suposta medicação errada em Niterói

Bebê de 1 ano e 7 meses morre em hospital de Niterói após suposta administração de medicamento errado

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte trágica de um bebê de apenas 1 ano e 7 meses no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), ocorrida no último domingo (1º). A família da criança acusa a equipe de enfermagem do hospital de grave negligência, alegando que foi administrada uma medicação prescrita para outra paciente, o que teria levado ao óbito da menina poucas horas depois do procedimento.

Família relata erro na medicação e reação grave

A mãe da criança, Rayanna Brito, relatou em detalhes o que presenciou durante a internação da filha, Valentina Brito de Alencar. "Por volta das 6h da manhã, vi que colocaram na bomba de infusão um medicamento com a etiqueta de outra paciente, que tinha o mesmo primeiro nome da minha filha", contou Rayanna. A mãe afirma que alertou imediatamente a enfermeira sobre o erro, mas recebeu como resposta que apenas a etiqueta estava incorreta, sendo o medicamento o correto.

Segundo o relato familiar, a enfermeira teria continuado o procedimento sem realizar uma verificação adequada. "Era possível ver claramente a etiqueta com o nome da outra criança, e a idade dela era 7 anos. A minha filha tinha apenas 1 ano. Insisti e, depois de 5 ou 10 minutos, a enfermeira trocou o medicamento", declarou a mãe. O g1 confirmou que outra criança com o mesmo primeiro nome, de 7 anos, estava internada na UTI do CHN na mesma data.

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Reação grave e morte da criança

Após receber a medicação, a bebê começou a apresentar sintomas alarmantes. "Ela ficou inchada, parecia sedada e passou a ter lesões que pareciam queimaduras e bolhas", descreveu Rayanna. A mãe saiu do hospital para registrar o caso na delegacia, e enquanto estava na unidade policial, recebeu a informação de que a filha havia falecido por volta das 21h de domingo.

A família questiona veementemente as causas da morte indicadas na certidão de óbito, que incluem broncoaspiração, pneumonia, epilepsia, fenda palatina e desnutrição. "Essas informações estão desencontradas. A causa da morte precisa ser corretamente esclarecida", afirmou Pyetra Brito, prima da vítima.

Manifestação familiar e busca por esclarecimentos

Na tarde desta segunda-feira (2), familiares da bebê realizaram uma manifestação no Centro de Niterói para exigir respostas sobre o caso. Além disso, relataram que houve pressão para que o corpo da criança fosse retirado rapidamente do hospital por uma funerária. O corpo chegou a ser levado para o Cemitério Maruí, em Niterói, mas a família conseguiu impedir o enterro e solicitou novos exames de necropsia.

Atualmente, o corpo está no Instituto Médico Legal (IML) e a família aguarda uma liminar autorizando a realização de um novo laudo de necropsia. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e encaminhado à 76ª DP (Niterói). A Polícia Civil informou que investiga o caso e que todas as medidas cabíveis para apurar os fatos estão em andamento.

Posicionamento do hospital

O Complexo Hospitalar de Niterói emitiu uma nota oficial expressando "profundo pesar" pelo falecimento da menor V.B.A. e solidarizando-se com os familiares. A instituição afirmou que "durante a internação da paciente as prescrições médicas foram administradas de forma correta" e reforçou seu compromisso com a privacidade e confidencialidade dos pacientes, citando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) como justificativa para não divulgar mais informações sobre o tratamento.

A criança havia dado entrada no hospital no dia 27 de fevereiro, com crise convulsiva, e permanecia internada para acompanhamento médico quando ocorreu o incidente que levou à sua morte. A investigação policial continua para determinar as circunstâncias exatas do óbito e possíveis responsabilidades.

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