Anvisa suspende lote de dipirona injetável da Hypofarma por desvio de qualidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de um lote específico de dipirona monoidratada injetável, com concentração de 500 mg/mL, fabricado pela farmacêutica Hypofarma. A medida, publicada no Diário Oficial da União, atinge diretamente o lote identificado como 24112378, que é composto por caixas contendo 100 ampolas de 2 mL cada.
Risco à saúde identificado em análises laboratoriais
Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada na confirmação de um desvio de qualidade grave durante análises de controle. Os testes revelaram a presença de material não dissolvido e partículas estranhas à formulação original do medicamento. Este problema é particularmente alarmante porque a dipirona é administrada por via injetável, o que significa que quaisquer impurezas podem ser introduzidas diretamente na corrente sanguínea dos pacientes, potencialmente causando reações adversas ou complicações de saúde.
A dipirona é amplamente utilizada no Brasil para o tratamento de dores e febre, sendo considerada o segundo medicamento mais consumido no país. A suspensão deste lote visa proteger a segurança dos pacientes, especialmente em hospitais, clínicas e outros serviços de saúde que possam estar utilizando o produto.
Orientações da Anvisa e resposta da Hypofarma
A Anvisa orienta enfaticamente que pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos médicos não utilizem o lote afetado. A agência recomenda que entrem em contato com a Hypofarma para obter orientações sobre a substituição do medicamento e o descarte adequado das ampolas comprometidas.
Em resposta à suspensão, a Hypofarma emitiu uma nota oficial afirmando que a ocorrência está restrita a um único lote. A farmacêutica destacou seu compromisso com padrões rigorosos de qualidade e segurança, mencionando investimentos contínuos na modernização de processos produtivos e no aprimoramento de controles de qualidade. A empresa reiterou que todos os seus produtos são fabricados em conformidade com as regulamentações sanitárias e que permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes.
Este incidente reforça a importância da vigilância sanitária contínua e da transparência na indústria farmacêutica, assegurando que medicamentos essenciais como a dipirona mantenham os mais altos padrões de eficácia e segurança para a população brasileira.



