Amapá inicia aplicação de medicamento que previne complicações respiratórias graves em bebês
Amapá aplica medicamento que previne complicações em bebês

Amapá inicia aplicação de medicamento que previne complicações respiratórias graves em bebês

O estado do Amapá deu início à aplicação do Nirsevimabe, um medicamento inovador que previne complicações respiratórias graves em bebês, especialmente durante o período chuvoso quando há maior circulação de vírus respiratórios. O imunizante protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), reconhecido como o principal causador de bronquiolite e pneumonia na primeira infância.

Distribuição e critérios de aplicação

O Governo do Amapá recebeu as primeiras doses do medicamento ainda em fevereiro e realizou a distribuição estratégica para hospitais da rede estadual. A aplicação segue rigorosamente os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, sendo administrada em dose única que oferece proteção por aproximadamente seis meses.

Para garantir que o medicamento chegue aos pacientes que mais necessitam, foram estabelecidos dois fluxos principais de atendimento:

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  • Crianças já internadas: No Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), a aplicação é realizada após avaliação médica detalhada dos pacientes internados
  • Crianças não internadas: O atendimento ocorre no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), também mediante procedimentos avaliativos prévios

Primeiros pacientes atendidos

O primeiro bebê a receber o Nirsevimabe no Amapá foi atendido no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), onde a aplicação é realizada imediatamente após o nascimento quando são detectadas comorbidades específicas.

No Hospital da Criança e do Adolescente (HCA/PAI), localizado em Macapá, a aplicação começou na última terça-feira (24). O primeiro paciente atendido foi um recém-nascido prematuro de 31 semanas, internado há dois meses na UTI com diagnóstico de broncodisplasia pulmonar - uma doença crônica comum em prematuros que o enquadrou nos critérios para receber a medicação.

"Nosso primeiro paciente a receber a medicação no hospital é um bebê com comorbidades. Ele tem broncodisplasia pulmonar, que é uma doença crônica comum em recém-nascidos prematuros, e é um dos critérios para indicação do medicamento", explicou André Ricardo, enfermeiro responsável pela Sala de Vacinação do PAI.

Prevenção durante o período chuvoso

A implementação do Nirsevimabe integra as ações de prevenção do estado durante o inverno amazônico, período caracterizado por chuvas intensas e maior circulação de vírus respiratórios. O VSR é responsável por grande parte das internações hospitalares de bebês com bronquiolite e pneumonia nesta época do ano.

"Essa é uma das principais doenças que ocasionam durante esse período chuvoso, o inverno amazônico que a gente tá passando agora. Essas crianças que são mais suscetíveis, prematuras, com comorbidades, elas têm direito a essa medicação", destacou o enfermeiro André Ricardo.

Além do HCA, o PAI também oferece o medicamento para bebês internados que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias graves, ampliando o alcance da proteção entre a população infantil mais vulnerável do estado.

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