Alagamentos em Belém elevam risco de leptospirose durante período chuvoso no Pará
Alagamentos em Belém aumentam risco de leptospirose no Pará

Alagamentos em Belém intensificam alerta para leptospirose durante chuvas no Pará

O período de chuvas intensas no Pará tem causado pontos de alagamento em diversas regiões de Belém, exigindo que a população redobre os cuidados para evitar a leptospirose. Esta doença infecciosa representa um risco elevado em áreas alagadas, cenário comum durante o inverno amazônico, quando a água acumulada facilita a propagação da bactéria Leptospira.

Como a leptospirose se espalha durante as chuvas

A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, presente na urina de ratos. Embora os roedores contaminados não adoeçam, a bactéria é liberada por eles e pode sobreviver por meses em esgotos e locais úmidos. Durante as chuvas, a água eleva essa bactéria para a superfície, aumentando significativamente o risco de infecção em humanos.

A contaminação ocorre principalmente quando a pele, especialmente com algum ferimento, entra em contato com água ou lama contaminada. Especialistas alertam que a doença também pode ser contraída pela mucosa ou pela pele íntegra após exposição prolongada em água ou lama infectada, além do consumo de alimentos ou água contaminados.

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Sintomas e diagnóstico da doença

Os sintomas iniciais, que geralmente aparecem cerca de oito dias após o contato, incluem:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular, com destaque para a panturrilha

O diagnóstico da leptospirose pode ser um desafio, pois seus sintomas se assemelham aos de outras doenças comuns na região, como dengue, chikungunya e zika. Por isso, é crucial que o paciente informe ao médico sobre qualquer contato com esgoto, lixo ou água empoçada nas ruas.

Em casos mais graves, a doença pode evoluir para:

  1. Icterícia (pele amarelada)
  2. Pontos hemorrágicos nos olhos
  3. Insuficiência renal, que pode ser fatal

Dados epidemiológicos no Pará

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) apontam para 151 casos de leptospirose confirmados no Pará em 2025, com a maioria das ocorrências entre janeiro e abril. Os municípios com mais registros foram:

  • Belém: 53 casos
  • Óbidos: 16 casos
  • Castanhal: 11 casos

Em 2026, até fevereiro, foram notificados quatro casos, sendo três em Santarém e um em Breves.

Medidas de prevenção contra a leptospirose

Para prevenir a leptospirose, as principais medidas incluem:

  • Evitar o acúmulo de lixo e água parada
  • Proteger os pés com calçados fechados ao andar em áreas alagadas
  • Consumir apenas água tratada
  • Não deixar restos de alimentos de animais de estimação expostos, para não atrair roedores
  • Evitar alimentos de origem duvidosa ou que possam ter sido expostos a ratos
  • Não tomar banho em canais, igarapés, açudes e riachos próximos a áreas infestadas por roedores

Onde buscar atendimento

Em caso de sintomas, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para o primeiro atendimento. A rápida identificação e tratamento são essenciais para evitar complicações graves da doença.

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