Tragédia em Araçatuba: Bebê de 9 meses morre após suposta negligência médica e caso choca o interior
Bebê de 9 meses morre em Araçatuba após suposta negligência

O coração de uma família araçatubense está em pedaços. Na última segunda-feira (25), o pequeno Miguel, de apenas nove meses, não resistiu. A história – contada pela mãe, uma jovem de 23 anos que preferiu não ter o nome divulgado – é daquelas que a gente lê e precisa parar um minuto para respirar fundo.

Tudo começou no domingo (24). O menino, segundo ela, começou a passar mal. Muito mal mesmo. Vômitos, uma diarreia intensa que não dava trégua e uma febre que assustava. Qualquer pai ou mãe sabe: o instinto aperta, e rápido. Ela não pensou duas vezes e correu com ele para a UPA do Jardim Guanabara. O desespero, imagino, devia estar estampado no rosto dela.

Mas o que aconteceu lá, de acordo com seu relato, é de cortar o coração. Ao invés de um atendimento minucioso, ela diz ter recebido apenas um protocolo rápido. "Avaliaram ele em cinco minutos", desabafa, a voz ainda embargada pela dor. Receitaram um remédio para enjoo e mandaram o bebê de volta para casa. Será que foi suficiente? Claramente não.

O pior ainda estava por vir

O estado do pequeno Miguel só piorou. Na madrugada seguinte, a situação ficou crítica. A família, vendo a criança definhar, com claros sinais de desidratação severa, voltou correndo para a mesma UPA. Dessa vez, a resposta foi diferente – e mais assustadora. Disseram que não havia pediatra disponível no local. Como assim? Um bebê de nove meses em claro sofrimento e nenhum especialista para olhar?

A solução apresentada foi transferi-lo para outra unidade. A demora, o trajeto… tudo isso pesou. Ele chegou ao Hospital Estadual de Araçatuba já em estado lastimável. Os profissionais tentaram de tudo, mas a batalha estava perdida. Miguel não aguentou. O laudo preliminar aponta parada cardiorrespiratória decorrente de… desidratação. Algo tão evitável, tão simples, teve um fim trágico.

O grito de uma mãe por justiça

Agora, o que resta é uma mãe arrasada e uma pergunta que não cala: isso precisava acontecer? Ela não tem dúvidas e acusa a negligência médica na primeira unidade como a grande culpada pela tragédia. "Eles não fizeram o que deveriam", afirma, com uma mistura de raiva e incredulidade. O caso já está nas mãos da polícia, que abriu um inquérito para apurar tudo nos mínimos detalhes. A Direção Regional de Saúde (DRS) de Araçatuba também foi acionada e prometeu apurar o caso – mas, convenhamos, isso é pouco para quem perdeu um filho.

O que essa história revela? Bom, vai muito além de um caso isolado. Escancara a fragilidade de um sistema que, em momentos cruciais, falha com quem mais precisa. Uma criança. Uma vida que mal começou. Enquanto a burocracia roda, uma família chora uma perda irreparável. O interior de São Paulo está em choque, e não é para menos.