A frequência cardíaca é um dos principais indicadores da saúde cardiovascular, mas a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) oferece informações ainda mais detalhadas sobre o funcionamento do sistema nervoso e a saúde geral do organismo. No entanto, usar um relógio ou dispositivo que mede os batimentos não é suficiente por si só. Qualquer alteração ou anomalia deve ser avaliada por um profissional de saúde.
O que é a variabilidade da frequência cardíaca?
Deepak Bhatt, diretor do Mount Sinai Fuster Heart Hospital, em Nova York, explicou à BBC que, em condições ideais, “o coração deve bater de forma relativamente regular”. Quando isso não acontece, podem ocorrer arritmias, que podem levar a complicações como AVC ou insuficiência cardíaca. O especialista ressalta, porém: “Até mesmo um coração saudável apresenta alguma variação no tempo entre as batidas”. Essas variações são medidas em milésimos de segundo. “Uma maior variabilidade, em geral, é considerada melhor do que uma menor”, afirma Bhatt.
Quais são os valores ideais?
Os números variam de acordo com idade, nível de atividade física, sexo e outros fatores. “Não há uma pontuação padrão de variabilidade da frequência cardíaca, pois ela depende de fatores como idade, condicionamento físico, sexo e até do dispositivo utilizado para medi-la”, explicam os especialistas. Embora uma frequência cardíaca baixa em repouso indique boa saúde cardiovascular, a variabilidade mede a capacidade do sistema nervoso de alternar entre estados de estresse (luta ou fuga) e relaxamento (descanso e digestão).
Exemplos práticos
Ao correr para pegar um ônibus, o sistema nervoso ativa respostas que aumentam a energia do corpo. Nesse momento, a frequência cardíaca sobe e a variabilidade diminui, pois o coração precisa manter um ritmo rápido e constante. Atletas usam a VFC para avaliar a recuperação após esforços intensos. “O ideal é que a variabilidade diminua durante o exercício e volte a subir no período de recuperação”, explicam. Além disso, essa medida também pode indicar como o corpo está envelhecendo.
Relação com o sistema nervoso e a saúde mental
O sistema nervoso está diretamente ligado ao funcionamento cardiovascular. Como a VFC reflete níveis de estresse e o estado do sistema nervoso, ela também pode ser um indicador importante da saúde mental. Estudos mostram que a variabilidade tende a ser menor em pessoas com ansiedade e depressão. “Em um estado contínuo de estresse, a variabilidade da frequência cardíaca permanece reduzida, indicando que o corpo está preso no modo de luta ou fuga”, explica o cardiologista Dennis Larsson.
Os 3 utensílios que cardiologistas evitam ter na cozinha
Especialistas alertam que itens comuns, como plásticos e panelas antiaderentes, podem liberar substâncias nocivas, especialmente com o calor. Trocas simples por materiais mais seguros ajudam a proteger o coração e reduzir riscos no dia a dia.



