A tosse é um dos sintomas mais frequentes em doenças respiratórias e, muitas vezes, acaba sendo negligenciada quando não é persistente. No entanto, compreender os diferentes tipos de tosse é fundamental para identificar a causa correta e escolher o tratamento mais adequado. Seja com o uso de um xarope para tosse, medicamentos específicos ou simples mudanças no ambiente, cada caso exige uma abordagem distinta.
Quais são os tipos de tosse?
De acordo com Eliane Messias, farmacêutica responsável pela Rede Drogal, “a tosse é um reflexo natural do corpo, responsável por limpar as vias respiratórias e eliminar secreções ou partículas irritantes”. Ou seja, o sintoma desempenha uma função importante, mas torna-se problemático quando se prolonga ou aparece acompanhado de outros sinais. Na prática, os principais tipos de tosse podem ser divididos em três grupos: tosse seca, tosse com catarro e tosse alérgica. Essa classificação é útil porque cada uma tem causas diferentes, o que altera completamente a forma de tratar.
Tosse seca
A tosse seca é aquela que não produz secreção. Geralmente, é mais irritativa e pode causar a sensação de garganta arranhando ou coçando. Esse tipo costuma aparecer em situações como infecções virais (gripe e resfriado), exposição à poeira, fumaça ou poluição, crises alérgicas e irritação persistente após uma infecção. É comum que esse tipo de tosse continue por alguns dias mesmo após a melhora do quadro inicial, pois as vias respiratórias ficam mais sensíveis.
Como cuidar do sintoma
Nesse caso, o objetivo é aliviar a irritação e reduzir a frequência da tosse. É aqui que entram os medicamentos com ação antitussígena, que ajudam a controlar o reflexo de tossir. Medidas simples como beber bastante água durante o dia e evitar ambientes secos também ajudam. Eliane afirma que “em alguns casos, o uso de um xarope com ação calmante pode proporcionar conforto, principalmente durante a noite, quando a tosse costuma piorar”.
Tosse com catarro
Entre os tipos de tosse, a com catarro funciona de forma diferente. Aqui, o organismo está tentando eliminar secreções acumuladas nas vias respiratórias. É comum em gripes, resfriados, bronquite e infecções respiratórias. Apesar de incômoda, essa tosse tem uma função importante, pois ajuda a limpar as vias aéreas e facilitar a recuperação.
Como cuidar do sintoma
O foco, nesse caso, não é interromper a tosse, mas facilitar a eliminação do muco. Estratégias incluem aumentar a ingestão de água, utilizar medicamentos expectorantes e evitar o uso inadequado de inibidores da tosse. Existem opções como o Expec Xarope, que ajudam a deixar o catarro mais fluido, facilitando a eliminação. Esse tipo de abordagem costuma trazer mais alívio do que tentar “segurar” a tosse.
Tosse alérgica
A tosse alérgica é outro tipo bastante comum, principalmente em ambientes urbanos. Ocorre quando o organismo reage a substâncias como poeira, ácaros, pólen ou pelos de animais. As principais características incluem tosse seca persistente, ausência de febre, piora em ambientes fechados e associação com rinite ou espirros. Ela costuma durar mais tempo e pode ir e voltar, dependendo da exposição ao agente causador.
Como cuidar do sintoma
O mais importante aqui é controlar a causa. Não adianta tratar apenas a tosse se o gatilho continua presente. Medidas como manter a casa limpa e ventilada, evitar acúmulo de poeira e lavar roupas de cama com frequência ajudam bastante. Dependendo do caso, o médico pode indicar antialérgicos ou outras medicações específicas. Em algumas situações, um xarope para tosse pode ser usado como apoio, mas não resolve a origem do problema.
Quando procurar um médico por algum tipo de tosse?
Na maioria das vezes, a tosse melhora sozinha em poucos dias. No entanto, alguns sinais indicam que é hora de buscar avaliação médica. Fique atento se houver tosse por mais de três semanas, catarro com sangue, febre persistente, falta de ar ou dor no peito. Quando os tipos de tosse começam a interferir no sono ou nas atividades diárias, também vale investigar.
Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895



