A cadela comunitária Pandora, que foi encontrada presa em uma parede concretada em Guarapuava, na região Central do Paraná, passou por uma avaliação veterinária nesta segunda-feira (18). De acordo com a especialista, ela está saudável, hidratada e bem alimentada. Além disso, a cachorrinha ganhou um novo lar.
Jaqueline Ribeiro, uma das moradoras do bairro que ajudava a cuidar de Pandora, decidiu adotá-la após o incidente. O animal estava desaparecido há cerca de 10 dias. No sábado (16), uma vizinha reconheceu o latido da cadela vindo de dentro da parede de uma obra. Vizinhos quebraram a estrutura para resgatá-la.
Estado de saúde e nova vida
A veterinária que avaliou Pandora informou que ela tem aproximadamente seis anos. A cadela apresenta uma lesão no olho, mas é antiga e não está relacionada ao período em que ficou presa. Pandora ainda realizará outros exames e passará por acompanhamento veterinário.
Jaqueline expressou alívio e felicidade: “Os vizinhos também davam de comer a ela e acredito que todos vão querer paparicar ela do mesmo jeito. Mas agora ela vai ficar mais segura. Eu fiquei muito feliz de ter encontrado ela. Eu me emocionei muito. Até de falar mexe comigo, pois eu estava sem esperança de encontrá-la viva. Todos estavam à procura dela. Foi um alívio saber que ela estava viva e que ela foi tão forte”.
O resgate
Quem encontrou Pandora foi a estudante Mariane da Silva. Ela reconheceu o latido da cadela que estava desaparecida há cerca de 10 dias. O resgate ocorreu no sábado (16), no bairro Morro Alto. “Eu escutei latido de longe, e achei estranho. Pensei: ‘eu reconheço esse latido’. A gente chegou mais perto, porque ela é bem mansinha”, contou a jovem.
Ao se aproximarem da obra, Mariane e sua mãe começaram a chamar pela cadela e ouviram latidos vindos de dentro de uma parede concretada. Segundo a estudante, os vizinhos tentaram localizar o proprietário do imóvel, mas sem sucesso. Acionaram a Polícia Civil (PC-PR), que autorizou a quebra da estrutura para o resgate. “Aparentemente [a Pandora] não emagreceu tanto, mas ela tomou muita água e estava bem receptiva com todo mundo”, lembrou.
Espaço oco e investigação
Pandora é uma cadela comunitária cuidada pelos moradores do bairro. Jaqueline Ribeiro, uma das cuidadoras, contou que a vizinhança começou a procurar o animal após perceber o desaparecimento, há cerca de dez dias. Jaqueline também informou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que o animal costumava dormir e se esconder dentro do buraco na parede.
De acordo com a Polícia Civil, o espaço onde ela estava era oco por dentro e não tinha porta nem janela de saída. Conforme o boletim de ocorrência, a cadela poderia morrer de fome e sede caso permanecesse no local. A polícia informou que vai instaurar um inquérito para apurar o caso.
Jaqueline contou que chegou a conversar com trabalhadores da obra dias antes do resgate. Segundo ela, os moradores da vizinhança não conhecem os responsáveis pela construção. “Eu fui e falei com os pedreiros perguntando dela, se tinham visto aquela cachorra grande. Isso foi na terça-feira passada e fazia uns sete dias que eu não via ela. Eles falaram que não”, relembrou.



