Autoridades sanitárias confirmaram a presença de uma cepa andina do hantavírus com capacidade de transmissão entre humanos em passageiros de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. O surto, considerado raro, já provocou mortes, tensões diplomáticas e uma crise sanitária que preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS), que teme que o vírus possa se espalhar para além da embarcação. Há casos suspeitos entre pessoas que não estavam a bordo.
Navio segue para as Ilhas Canárias
Na quinta-feira (7), o navio MV Hondius, da empresa holandesa Oceanwide Expeditions, seguia em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, onde os passageiros confinados passarão por quarentena e serão repatriados. A crise já dura mais de um mês, desde que a embarcação partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
Linha do tempo da crise
O cruzeiro partiu de Ushuaia com destino original a Cabo Verde. Durante a viagem, três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavírus. Nesta quinta-feira, a OMS confirmou cinco novas infecções entre os passageiros, além das três mortes. A cepa identificada é considerada 'pouco comum' por sua capacidade de transmissão entre humanos.
O que é o hantavírus?
Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas. A cepa andina, no entanto, apresenta uma característica preocupante: a transmissão de pessoa para pessoa, algo raro entre os hantavírus.
As autoridades de saúde monitoram a situação de perto, enquanto os passageiros aguardam em quarentena a bordo do navio. A OMS alerta para o risco de propagação global do vírus, especialmente se casos forem confirmados entre pessoas que não estavam no cruzeiro.



