Uma esteticista de 43 anos foi presa em flagrante em Araraquara, interior de São Paulo, na quinta-feira (30), suspeita de vender e aplicar ilegalmente canetas emagrecedoras sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estabelecimento onde os procedimentos eram realizados foi interditado pela Vigilância Sanitária após a constatação de diversas irregularidades.
Investigação da Polícia Civil
De acordo com o delegado Elton Hugo Negrini, responsável pelo caso, a prisão ocorreu após um mês de investigações conduzidas pela Polícia Civil. Durante as apurações, os agentes descobriram que a esteticista comercializava produtos sem autorização e em condições inadequadas, representando um grave risco à saúde pública. “É uma questão de saúde pública. As pessoas têm que ter cuidado com esses produtos, porque pode ocorrer até um óbito. Essa é uma preocupação da Polícia Civil”, afirmou o delegado Negrini em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
Materiais apreendidos e irregularidades
No local, os policiais encontraram seringas, insumos para aplicação e medicamentos utilizados para emagrecimento, incluindo substâncias como a tirzepatida. Parte do material foi apreendida e será encaminhada para análise pericial. Segundo o delegado, os produtos eram armazenados de forma irregular, com frascos abertos, fracionamento indevido e sem condições adequadas de higiene e segurança. A Vigilância Sanitária constatou diversas irregularidades e determinou a interdição do espaço.
Riscos à saúde e alerta
A investigação apontou que, apesar de ser esteticista, a mulher realizava procedimentos e utilizava produtos que não são autorizados para sua área de atuação. A Polícia Civil alerta para os riscos do uso desses produtos sem prescrição médica. “Não tinha qualquer condição de higiene e segurança para a aplicação desses produtos. A esteticista falou que não tinha a tirzepatida, mas localizamos em uma geladeira que tinha nos fundos. É um risco muito sério para a saúde”, informou o delegado Negrini.
Consequências legais
A mulher foi levada para a cadeia pública de São Carlos e deve passar por audiência de custódia. Ela pode responder por crimes como contrabando, descaminho de produtos importados sem autorização da Anvisa e falsificação de medicamentos. As autoridades reforçam a importância de buscar tratamentos de emagrecimento apenas com profissionais habilitados e com produtos regularizados.



