Soraya Thronicke chama Frei Gilson de 'falso profeta' e o acusa de misoginia
Soraya Thronicke acusa Frei Gilson de misoginia

Declarações de Frei Gilson geram onda de críticas nas redes sociais

O sacerdote católico Frei Gilson tornou-se alvo de duras críticas após a divulgação de um vídeo em que faz afirmações sobre o papel da mulher na família. As declarações rapidamente repercutiram nas plataformas digitais e provocaram a reação da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que classificou o religioso como 'falso profeta' e o acusou de misoginia. Além dela, a jornalista Rachel Sheherazade, a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) e diversos internautas também se manifestaram contra as falas do frei.

O que disse Frei Gilson no vídeo polêmico?

Na gravação que circula nas redes, Frei Gilson associa o empoderamento feminino a uma 'ideologia dos tempos atuais' e defende a liderança masculina no lar. 'Deus deu ao homem a liderança. O homem é o chefe do lar', afirma. Ele ainda diz que a mulher teria 'desejo de poder' ao buscar mais autonomia e classifica a 'guerra dos sexos' como 'diabólica'. Em outro trecho, cita a Bíblia para sustentar que a mulher foi criada para 'auxiliar o homem' e 'curar a solidão do homem'.

Reação de Soraya Thronicke e outras figuras públicas

A senadora Soraya Thronicke foi uma das primeiras a se posicionar, chamando Frei Gilson de 'falso profeta' e afirmando que líderes religiosos não deveriam usar o nome de Deus para reforçar ideias que, segundo ela, prejudicam avanços sociais, especialmente em relação às mulheres. Rachel Sheherazade, em sua conta no X, declarou: 'Jesus não veio pregar o moralismo, mas sim a misericórdia, o repartir do pão, o respeito às mulheres, aos marginalizados e aos mais pobres', acompanhada das hashtags #maispadrejulio, #menosfreigilson, #maisamor e #menosmisoginia. A deputada Tábata Amaral publicou um vídeo discordando das falas do frei, embora tenha dito respeitar sua trajetória. 'Ele diz que a mulher deve ser auxiliar do homem. Obviamente, eu não concordo com essa frase. Toda a minha trajetória profissional vai na direção oposta', afirmou.

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Críticas de internautas

Nas redes sociais, usuários também expressaram indignação. No YouTube, uma internauta classificou as declarações como 'anacrônicas e prejudiciais', afirmando que 'a dignidade de uma mulher não depende de ser auxiliar de ninguém'. No Instagram, outra criticou a fala sobre a 'geração mimimi', dizendo que tais discursos reforçam preconceitos. Houve ainda quem pedisse 'letramento racial' para o frei, após ele ter chamado uma mulher de 'pretinha' de forma supostamente carinhosa, o que foi interpretado como racismo. Sobre as declarações envolvendo comunismo, uma internauta comentou: 'Ele é tão bolsominion que não entende que não existe comunismo no Brasil'.

Outras falas controversas de Frei Gilson

Frei Gilson já acumula uma série de declarações polêmicas sobre temas como feminismo, racismo, aborto, política e relações homoafetivas. Em uma live, ele e outro frei pediram que o Brasil fosse livre do 'flagelo do comunismo'. Em pregações, defendeu posições conservadoras sobre sexualidade, afirmando que a Igreja Católica condena relações entre pessoas do mesmo sexo, o uso de anticoncepcionais e o sexo antes do casamento. Sobre racismo, disse que vivemos em uma 'geração do mimimi'. Quanto ao aborto e à morte assistida, declarou que 'a vida não está na mão do ser humano' e questionou quem decide desligar aparelhos de pacientes terminais.

Quem é Frei Gilson?

Frei Gilson, cujo nome de batismo é Gilson da Silva Pupo Azevedo, é um sacerdote católico de 39 anos, nascido em São Paulo. Integrante do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, foi ordenado em 2013. Ganhou notoriedade nas redes sociais e na música, com mais de 12,8 milhões de seguidores no Instagram e cerca de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Suas transmissões de oração às 4h durante a quaresma chegaram a reunir mais de 1 milhão de pessoas simultaneamente. Apesar da popularidade, o frei também enfrenta críticas por suas declarações públicas.

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