Oscar: atores feitos por IA não podem concorrer, define Academia de Hollywood
Oscar: atores de IA não concorrem, decide Academia

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood publicou, nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, uma atualização significativa em suas diretrizes para o Oscar. A principal mudança é a exclusão de atores gerados por inteligência artificial (IA) da elegibilidade para concorrer ao prêmio.

Novas regras para atuação

De acordo com o comunicado oficial, o conselho administrativo da instituição determinou que apenas performances creditadas nos créditos legais de um filme e comprovadamente realizadas por seres humanos, com seu consentimento explícito, poderão ser inscritas nas categorias de atuação. A medida visa impedir que artistas virtuais, criados por meio de ferramentas de IA, disputem o maior prêmio do cinema mundial.

Impacto em produções como 'Top Gun'

A decisão afeta diretamente projetos que utilizam tecnologia para recriar atores falecidos, como o caso de Val Kilmer (1959-2025). O ator, que morreu no ano passado, seria revivido digitalmente para uma nova sequência de Top Gun, estrelada por Tom Cruise. Com a nova regra, essa performance não poderia concorrer ao Oscar.

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Roteiros também restritos

Além das atuações, a Academia reforçou que apenas roteiros escritos exclusivamente por humanos serão elegíveis na categoria de roteiro. A instituição também se reserva o direito de solicitar informações adicionais sobre o uso de IA em qualquer etapa da produção cinematográfica inscrita.

A medida reflete uma preocupação crescente com o impacto da inteligência artificial na indústria do entretenimento, especialmente após o uso de deepfakes e recriações digitais em filmes recentes. A Academia busca preservar o reconhecimento do trabalho humano criativo e artístico.

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