Jovem de Rondonópolis é o primeiro de MT a receber polilaminina para lesão medular
Primeiro de MT recebe polilaminina para lesão medular

Jovem de Rondonópolis é pioneiro em MT com tratamento experimental para lesão medular

Kawan Vinnicyus Soares dos Santos, um jovem de 21 anos residente em Rondonópolis, a 218 quilômetros de Cuiabá, tornou-se o primeiro paciente de Mato Grosso e o 28º em todo o país a receber a aplicação de polilaminina. Este medicamento, que ainda está em fase de testes, tem como objetivo auxiliar indivíduos com lesões na medula espinhal. O procedimento foi realizado na manhã de quarta-feira, 26 de junho, no Hospital Regional de Rondonópolis, com duração aproximada de cinquenta minutos.

Integração em estudo nacional coordenado pela UFRJ

Kawan agora faz parte de uma pesquisa coordenada pela cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo analisa especificamente a capacidade da polilaminina de restabelecer a comunicação entre os nervos na medula espinhal, o que poderia facilitar a recuperação de movimentos perdidos. A polilaminina é um composto desenvolvido em laboratório, baseado na laminina, uma proteína naturalmente produzida pelo corpo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, onde desempenha um papel crucial na organização dos tecidos e no crescimento celular.

Em entrevista ao g1, Kawan expressou sua esperança de recuperar micromovimentos e retomar funções básicas do organismo. Ele não esconde o desejo de voltar a ter uma vida normal, incluindo a capacidade de correr novamente. "Felizmente fui agraciado pela oportunidade de receber a polilaminina, um medicamento totalmente brasileiro. Se Deus permitir, quero voltar a correr e ser como eu era antes, recuperando a normalidade da minha vida", afirmou o jovem.

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Trauma ocorreu após acidente de trânsito em novembro de 2025

No caso de Kawan, a lesão medular resultou de um acidente de trânsito ocorrido em novembro de 2025. Ele colidiu com um caminhão que, segundo relatos, invadiu a preferencial, causando um rompimento completo da medula entre as vértebras T8 e T9. Em fases anteriores da pesquisa, a polilaminina foi utilizada em um estudo preliminar com oito pacientes que tinham lesões medulares agudas, ocorridas em até setenta e duas horas, os quais apresentaram diferentes tipos de evolução clínica.

Kawan decidiu participar do estudo após conhecer o procedimento através das redes sociais. Ele destacou que os avanços observados em outros pacientes foram decisivos para despertar seu interesse. "Em setembro, a polilaminina veio a público. Meu acidente aconteceu cerca de um mês e meio depois. Mais tarde, amigos e familiares já comentavam sobre essa descoberta, e a gente também acompanhava as notícias. Ainda é algo experimental, em fase de testes, mas era muito promissor, porque outros pacientes apresentaram evoluções e movimentos significativos. Foi isso que despertou meu interesse", explicou.

Foco na fisioterapia e contribuição para o aprimoramento do tratamento

Segundo o jovem, o foco atual está na fisioterapia intensiva e no acompanhamento contínuo dos resultados, visando contribuir para o aprimoramento do tratamento. "Agora é focar na fisioterapia de forma intensiva e contínua, e manter a equipe médica informada sobre cada avanço. Para que eles possam aprimorar ainda mais o tratamento e ajudar o maior número possível de pessoas, principalmente quem tem lesão medular crônica há mais de três meses, casos de anos, quinze, trinta anos", afirmou Kawan.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclareceu que o Hospital Regional de Rondonópolis cedeu a estrutura necessária para a realização do procedimento, mas todos os trâmites burocráticos foram conduzidos pelo próprio paciente. "O tratamento com polilaminina ainda não é fornecido e realizado pelo Estado, pois ainda está em fase de pesquisa", destacou a secretaria em comunicado.

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