Presidente da Câmara anuncia votação da PEC que acaba com escala 6x1 até maio
PEC que acaba com escala 6x1 deve ser votada até maio, diz Motta

Presidente da Câmara estabelece calendário para votação da PEC que extingue escala 6x1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1 deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, em plenário até o final do mês de maio. A declaração foi feita após o governo federal sinalizar que não enviaria um projeto de lei alternativo com urgência constitucional.

Governo recua e mantém tramitação da PEC existente

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) haviam indicado a possibilidade de enviar um novo projeto de lei com urgência constitucional, o que garantiria uma tramitação mais rápida e exigiria menos votos para aprovação. No entanto, após discussões, o governo compreendeu que o melhor caminho seria manter a tramitação da PEC já em andamento.

"Durante o final de semana, eu expressei que nossa posição seria manter a tramitação da PEC. Eu penso que o governo compreendeu que esse seria o melhor caminho. E temos o compromisso de manter o calendário estabelecido", afirmou Motta em entrevista a jornalistas na residência oficial da Câmara.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Detalhes da tramitação e prazos estabelecidos

Conforme explicou o presidente da Câmara, a admissibilidade da PEC será votada na próxima semana na CCJ. Imediatamente após, será criada uma comissão especial para trabalhar a votação em plenário, com o objetivo de concluir o processo até o fim de maio.

"A admissibilidade será votada na próxima semana na CCJ. Imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o fim do mês de maio, dando oportunidade para todos os setores se manifestarem", detalhou Motta.

Diferenças entre a PEC e a proposta do governo

O objetivo central tanto da PEC quanto do texto que o governo considerou enviar é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. No entanto, existem diferenças significativas entre as propostas:

  • PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP): Prevê jornada não superior a 36 horas semanais e três dias de folga para o trabalhador.
  • Proposta do governo: Defende jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso, sem redução de salários.

Preocupações do setor produtivo e necessidade de debates amplos

Representantes do setor produtivo manifestaram preocupação com a redução da jornada de trabalho, argumentando que isso implicaria aumento de custos para os empregadores, com possíveis prejuízos à competitividade das empresas e impactos negativos na geração de novas vagas de emprego.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões mais amplas sobre ganhos de produtividade. Segundo especialistas, esses ganhos viriam principalmente com:

  1. Aumento da qualificação dos trabalhadores
  2. Inovação tecnológica
  3. Investimentos em melhorias de infraestrutura e logística

O processo de tramitação da PEC promete gerar intensos debates nos próximos meses, envolvendo governo, parlamentares, setor produtivo e representantes dos trabalhadores, com impacto direto nas relações trabalhistas no país.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar