Em um alerta direto à população, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, comparou a proteção da senha do portal Gov.br à segurança financeira. A declaração foi dada durante entrevista ao EsferaCast, publicada em 12 de janeiro de 2026.
Senha do Gov.br deve ser protegida como a do banco
A ministra foi enfática ao orientar os mais de 12.000 serviços públicos disponíveis na plataforma. “A senha do Gov.br é como a senha do banco: não passe para ninguém. Ela é sua, tenha ela em segurança, troque-a periodicamente e utilize a dupla verificação”, afirmou Dweck.
Ela destacou que o hábito de cidadãos compartilharem suas credenciais por falta de familiaridade com o ambiente digital ou por necessidade de ajuda terceirizada representa um risco significativo.
Procuração digital: solução segura para acesso por terceiros
Para combater essa prática perigosa, o governo federal lançou a procuração digital. Esta ferramenta oficial permite que um cidadão autorize outra pessoa a acessar serviços em seu nome, mas de forma totalmente segura e rastreável.
“Muitas pessoas passavam a senha para alguém usar o sistema por elas. Agora, temos a procuração digital: você dá o direito de outra pessoa acessar a sua conta, mas ela entra com a senha dela. Assim, você preserva a sua senha, para evitar fraudes”, explicou a ministra.
Nova Identidade Nacional como barreira contra fraudes
Outro pilar fundamental na estratégia de segurança apresentada por Esther Dweck é a nova Carteira de Identidade Nacional. Este documento, que substitui o antigo RG, utiliza o CPF como número único e possui versões física e digital.
Equipado com uma base biométrica moderna e um QR Code para verificação instantânea de validade, o documento oferece uma camada extra de proteção. “Se a pessoa for roubada ou perder o documento, ela informa, e a carteira torna-se inválida automaticamente”, detalhou.
A ministra fez um apelo para que a população adote o novo documento: “Queremos incentivar a população a tirar o novo documento porque ele protege as pessoas do uso indevido do nome e do CPF”.
As medidas reforçam a preocupação do governo em criar um ambiente digital público mais robusto, onde a conveniência do cidadão não comprometa a segurança de seus dados pessoais e financeiros.