Peninha se defende após deputado acionar MP por críticas ao voto evangélico
O escritor e comunicador Eduardo Rômulo Bueno, conhecido como Peninha, enviou uma nota ao Radar na manhã desta terça-feira para se posicionar sobre acusações de ter praticado o crime de intolerância religiosa. O caso ganhou destaque após o deputado estadual Leonardo Siqueira, do Novo-SP, encaminhar uma representação ao Ministério Público de São Paulo na segunda-feira, pedindo que o órgão investigue o comunicador.
Acusações e resposta do comunicador
Segundo o deputado, Peninha teria defendido, em um vídeo publicado na plataforma YouTube, que evangélicos tenham seu direito ao voto retirado. Em resposta, o escritor explicou que suas gravações são repletas de exageros e metáforas, e que não defendeu exatamente que evangélicos percam o direito ao voto. Ele afirmou que suas declarações foram uma espécie de lamento por votos que ele considera como retrógrado, reacionário, nefasto.
Declarações na íntegra
Na nota enviada ao Radar, Peninha detalhou seu posicionamento: Minhas gravações no YouTube são repletas de excessos, exageros e metáforas. Então, eu não quis exatamente dizer que evangélicos não devam votar. Foi um modo de dizer e, acima de tudo, de lastimar que, em sua maioria, o voto deles seja tão retrógrado, reacionário, nefasto e contrário a todas as pautas arejadas que poderiam melhorar o Brasil e que tenha eleito figuras que beiram o amedrontador, como Sóstenes Cavalcante, Magno Malta, Nikolas Ferreira e tantos outros.
Contexto político e social
O comunicador ainda acrescentou que, se houver uma representação contra ele, talvez seja uma boa oportunidade de discutir, em outro fórum, o que todo sociólogo, historiador e analista político de respeito já sabe: que o voto evangélico – no Brasil, nos EUA e em outros lugares do mundo – incentiva o sono da razão. Ele citou uma frase conhecida: o sono da razão gera monstros. Este episódio reflete tensões políticas e religiosas no Brasil, onde debates sobre liberdade de expressão e intolerância religiosa frequentemente ganham espaço público.
A situação envolve figuras políticas como Sóstenes Cavalcante, Magno Malta e Nikolas Ferreira, mencionados por Peninha como exemplos de políticos eleitos com apoio evangélico. O caso pode levar a discussões mais amplas sobre o papel do voto religioso na política brasileira e os limites da crítica pública.