Silas Malafaia critica Wagner Moura após Globo de Ouro: 'artista cretino'
Malafaia critica Wagner Moura após Globo de Ouro

Um novo capítulo na tensão entre figuras públicas brasileiras foi aberto nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disparou críticas duras contra o ator Wagner Moura. A reação veio após declarações feitas por Moura logo após vencer o prêmio de Melhor Ator de Drama no Globo de Ouro.

A origem da polêmica

Durante uma entrevista nos bastidores da premiação internacional, Wagner Moura se referiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro como 'fascista'. O comentário, feito no calor da emoção da vitória, rapidamente cruzou o oceano e chegou ao Brasil, onde encontrou resposta imediata de um de seus mais ferrenhos críticos.

Silas Malafaia não perdeu tempo. Em publicações feitas em suas redes sociais no mesmo dia 12, o pastor atacou o protagonista do filme O Agente Secreto. Em um dos posts, Malafaia foi direto: mandou o ator "ir morar em Cuba". Em seguida, classificou Wagner Moura como um "artista cretino".

Os argumentos do pastor

Malafaia baseou sua crítica em uma comparação de políticas de governo. "Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura", escreveu o líder religioso. A frase faz referência a supostas preferências do ator em relação a investimentos públicos.

Em outra publicação, o tom foi ainda mais contundente. Silas Malafaia acusou Wagner Moura de fazer "propaganda de governo corrupto". As declarações do pastor ecoam um discurso político polarizado, misturando crítica artística com posicionamento ideológico.

O contexto do filme vencedor

A obra que levou Wagner Moura ao Globo de Ouro, O Agente Secreto, carrega um peso histórico significativo. O filme aborda temas de perseguição política durante a Ditadura Militar brasileira. A trama se passa na cidade de Recife, na década de 1970, um período marcado por repressão e violência do Estado.

A vitória em uma premiação de prestígio internacional como o Globo de Ouro projetou ainda mais o ator e o filme, que já gerava debates por seu conteúdo político. A fala de Moura sobre Bolsonaro parece ter conectado, na visão de seus críticos, o passado retratado no filme com avaliações do presente.

Repercussão e polarização

O embate entre Malafaia e Moura ilustra a profunda divisão no cenário político e cultural do Brasil. De um lado, artistas que usam sua visibilidade para criticar figuras e governos. De outro, líderes religiosos e influenciadores que defendem suas posições com igual veemência.

Este não é o primeiro atrito entre representantes do meio evangélico e artistas brasileiros, mas a dimensão internacional dada pelo Globo de Ouro adiciona um novo capítulo a essa história. A polêmica reacende discussões sobre liberdade de expressão, o papel do artista e os limites da crítica política.

Enquanto isso, Wagner Moura, que já havia enfrentado críticas por seu posicionamento político em outras ocasiões, agora vê seu momento de glória no cinema internacional misturado com mais um debate acalorado em seu país de origem. O episódio deixa claro como as fronteiras entre entretenimento, arte e política permanecem fluidas e explosivas no Brasil.