Ciro Gomes condenado por violência política de gênero no Ceará
Ciro Gomes condenado por violência política de gênero

O ex-ministro e pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, Ciro Gomes, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) pelo crime de violência política de gênero. A decisão judicial foi proferida em 20 de maio de 2026 e o político já anunciou que recorrerá da sentença.

Declarações consideradas sexistas

A condenação baseia-se em declarações públicas feitas por Gomes contra a então senadora suplente Janaína Farias, atualmente prefeita de Crateús. Em entrevista a jornalistas, o ex-ministro afirmou que Janaína era uma “assessora para assuntos de cama” e de “cortesã”. Em outra ocasião, disse que ela era encarregada de “serviços particulares” e que “organizava as farras de Camilo Santana”, senador do qual Janaína era suplente.

Decisão da Justiça Eleitoral

Para a Justiça Eleitoral, Gomes buscou humilhar e constranger Janaína, utilizando termos de cunho sexista para desqualificar seu mandato político. Apesar de a condenação ter sido fixada em 1 ano e 4 meses de prisão, Ciro terá penas mais brandas por ser réu primário e possuir bons antecedentes.

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Indenização e medidas cautelares

Além da pena restritiva de direitos, o postulante ao comando do Palácio da Abolição deverá pagar 20 salários mínimos de indenização para Janaína e outros 50 salários mínimos a entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará. Também foi mantida a medida cautelar que proíbe Ciro de mencionar o nome da ex-senadora, direta ou indiretamente, em pronunciamentos ou redes sociais.

A decisão representa um marco no combate à violência política de gênero no Brasil, demonstrando que declarações misóginas e discriminatórias não serão toleradas no ambiente político.

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