
Um daqueles dias que começam como qualquer outro e terminam de um jeito que ninguém — absolutamente ninguém — poderia prever. Guaratinguetá acordou sob uma névoa de tristeza nesta sexta-feira, 30. A notícia correu rápido, de boca em boca, pelo WhatsApp, numa sequência de mensagens cheias de pontos de exclamação e interrogações: Nilo Silva não está mais entre nós.
O vereador, filiado ao MDB, tinha apenas 47 anos. Quase cinco décadas de vida, que pareciam prometer muito mais. A causa da morte? Ainda um mistério. A prefeitura, através de sua assessoria, confirmou o óbito mas segurou os detalhes com uma discrição quase dolorosa.
E assim a cidade para. Para para pensar na ironia cruel de um serviço público interrompido pela própria vida — ou pela falta dela. Nilo era daqueles políticos de bairro, sabe? Do tipo que você encontra no supermercado, no posto de gasolina, que ouve as demandas com a paciência de quem realmente se importa.
O vazio na Câmara Municipal
A cadeira dele na Câmara vai ficar vazia. Não é apenas um móvel desocupado — é um espaço de fala que calou. Colegas de legislatura já começam a se articular para homenagens, sessões solenes, minutos de silêncio. Tudo soa tão pouco diante de uma perda assim, tão brusca.
“Uma perda irreparável”, definiu um aliado político, ainda atordoado. “Ele era incansável”.
E de fato era. Quem acompanhava o trabalho de Nilo sabe que ele não media esforços para brigar por melhorias para a região. Estradas, saúde, educação… os pilares de sempre, mas com a urgência de quem acredita que a política é, no fundo, serviço.
Além da vida pública
Fora do palanque e dos microfones, Nilo era marido, pai, filho, amigo. A família, claro, está arrasada — e pediu privacidade enquanto navega por este luto tão súbito e tão pesado.
Como é que a gente segue em frente quando uma peça fundamental some do tabuleiro, sem aviso? Guaratinguetá vai ter que aprender a responder isso nos próximos dias.
O velório e o enterro ainda não tiveram os horários divulgados. Tudo ainda é muito recente, muito cru. A comoção, porém, já é certa — assim como a certeza de que o legado dele, de algum modo, vai permanecer.
Restam as lembranças. Os projetos aprovados. Os discursos gravados. E o silêncio, onde antes havia uma voz que, hoje, a gente daria tudo para ouvir mais uma vez.