Guarda Civil Metropolitana: São Vicente Propõe Consórcio de Segurança para a Baixada Santista
São Vicente propõe Guarda Civil Metropolitana para região

Eis que São Vicente resolveu cutucar a rotina burocrática com uma proposta que, se vingar, pode mudar completamente o jogo da segurança na Baixada Santista. A prefeitura, não contente em apenas administrar seus próprios problemas, decidiu estender a mão — ou melhor, o braço de lei — para as cidades vizinhas.

O prefeito Kayo Amado, diga-se de passagem, parece ter abraçado a causa com uma convicção que raramente se vê por essas bandas. Ele enviou uma proposta de convênio para outras oito prefeituras, basicamente dizendo: "E aí, vamos juntar as forças?" A ideia é criar uma Guarda Civil Metropolitana, algo que soa como uma daquelas soluções óbvias que ninguém tinha tentado antes.

Como Funcionaria na Prática?

Imagina só: em vez de cada cidade tentar resolver seus problemas de segurança sozinha — muitas vezes com recursos mais escassos que água no deserto —, todas contribuiriam financeiramente para um fundo comum. Esse dinheiro bancaria a estrutura e a manutenção de uma guarda única, porém compartilhada.

Os guardas municipais de cada município continuariam existindo, claro. Mas ganhariam um reforço de peso para operações específicas, patrulhamento integrado e aquelas situações que exigem mais braços — e mais cérebros — do que uma única cidade pode oferecer.

O que Está em Jogo?

O projeto já nasce com uma bela vantagem: a chancela do governador Tarcísio de Freitas, que sancionou uma lei autorizando exatamente esse tipo de consórcio em junho. Não é todo dia que uma ideia sai do papel com vento a favor assim.

E os benefícios? Olha, são tantos que até desconfiei. Desde uma gestão mais inteligente dos recursos — porque vamos combinar, dinheiro público a gente tem que cuidar como se fosse do nosso bolso — até uma atuação mais ágil e eficiente no combate ao crime. Sem falar naquela velha máxima: unidos, seremos mais fortes.

E Agora, o que Vai Acontecer?

A bola agora está com os outros prefeitos. Eles têm até o dia 10 de setembro para responder se topam entrar nessa jornada — ou melhor, nessa força-tarefa. Se a maioria aceitar, começa a fase de definir os detalhes práticos: valores, estrutura de comando, áreas de atuação prioritária...

É aquela coisa: nasce uma ideia ousada, mas sua realização depende de dezenas de acertos posteriores. Torçamos para que o espírito colaborativo — tão raro na política — prevaleça dessa vez.

Porque no final das contas, segurança pública deveria ser assim mesmo: uma preocupação de todos, sem fronteiras municipais. Resta saber se as outras cidades enxergam isso do mesmo jeito.