Morre Nelly Elias Bacha, pioneira na política de Campo Grande
A política sul-mato-grossense está de luto com o falecimento da professora e advogada Nelly Elias Bacha, aos 84 anos, na noite de quarta-feira (8), em Campo Grande. Ela deixa um legado marcante como a primeira mulher a assumir a prefeitura da capital, além de ter presidido a Câmara Municipal e atuado como vereadora por 18 anos.
Velório e homenagens oficiais
O velório de Nelly Bacha começou às 8h30 desta quinta-feira (9), no plenário da Câmara Municipal de Campo Grande, conforme um pedido expresso feito por ela em vida. Em respeito à ex-prefeita, a Casa suspendeu a sessão ordinária e a audiência pública previstas para o dia. O presidente da Câmara, Epaminondas Vicente Neto, decretou luto oficial de três dias.
Segundo informações da Câmara, Nelly sofria de Parkinson há oito anos e estava acamada, mas a causa específica da morte não foi divulgada publicamente.
Trajetória de vida e carreira política
Nelly Bacha nasceu em Corumbá no dia 2 de agosto de 1941, filha de descendentes libaneses. Ainda criança, mudou-se com a família para Campo Grande, onde construiu sua vida e carreira. Formou-se em Filosofia e Direito, atuando como professora em escolas públicas e presidindo o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP). Nessa função, lutou intensamente por direitos dos professores e pela realização de concursos para a categoria.
Sua entrada na política ocorreu como vereadora pelo MDB, servindo na Câmara Municipal de 1973 a 1988. Ela presidiu a Casa de Leis nos anos de 1983 e 1984. Foi durante esse período, em 1983, que assumiu a prefeitura de Campo Grande por pouco mais de dois meses, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na história da cidade.
Legado e impacto na sociedade
A trajetória de Nelly Bacha é um marco na representatividade feminina na política regional. Sua dedicação à educação e aos direitos dos trabalhadores, combinada com sua atuação legislativa e executiva, deixou uma contribuição duradoura para Campo Grande. Sua morte encerra um capítulo importante da história política sul-mato-grossense, lembrando os avanços que ela ajudou a conquistar.



