O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a eventual reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), a tornará a mulher mais poderosa da política brasileira. A declaração foi feita durante um jantar em Brasília na noite da segunda-feira, 18 de maio, no qual ele foi recebido pela mandatária, juntamente com dezenas de políticos pernambucanos da legenda, como o deputado federal Túlio Gadelha (PSD-PE) e o senador Fernando Dueire (PSD-PE), ambos pré-candidatos ao Senado.
Elogios e projeção de poder
“Ao reconduzir Raquel ao cargo de governadora, vocês estão fazendo da Raquel a mulher brasileira mais poderosa da política nacional. Não percam esta oportunidade, porque Raquel é pernambucana, é próxima e é jovem. E, efetivamente, essa revolução é fundamental para vocês, para Pernambuco e para o Brasil”, discursou Kassab. Atualmente, Raquel Lyra é uma das duas mulheres governadoras eleitas em 2022 no cargo, ao lado de Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. Outras três assumiram os governos após a renúncia dos titulares em abril deste ano: Celina Leão (PP, no Distrito Federal), Hana Ghassan (MDB, no Pará) e Mailza Assis (PP, no Acre).
Relação com Lula e estratégia eleitoral
Gilberto Kassab também abordou a relação da governadora com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), maior cabo eleitoral de Pernambuco, que obteve quase 67% dos votos válidos no estado na última eleição. Ele abriu espaço para Raquel montar palanque para o petista, mesmo com o PSD tendo o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República. “O presidente Lula, eu respeito e tem o meu carinho. Na minha cédula, eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou pôr o Caiado. E Raquel vai ter Túlio trabalhando por Lula, e tantos de vocês aqui. Se Lula tiver o apoio de vocês é porque merece. Eu vou pescar alguns aí para fazer a campanha para Caiado”, comentou.
A citação a Túlio Gadelha se deve à recente filiação do deputado ao PSD, deixando o PDT, com a missão de concorrer ao Senado na chapa de Raquel, aproximando-a formal e eleitoralmente do campo da esquerda e do presidente Lula. Desde o início da gestão, Raquel mantém boa relação com Lula e seus ministros, conquistando apoios e recursos para obras estruturais do estado. Nos últimos meses, ela passou a destacar esses pontos, bem como sua capacidade de diálogo e de se manter ao centro da política. Em 2022, ela não tomou posição entre Lula ou Bolsonaro.
Divisão no PT e movimentos ao centro
A posição da governadora tem dividido políticos do PT no estado. Apesar de os petistas estarem coligados com o PSB, apoiando oficialmente a candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos, há diversos expoentes do partido que defendem a reeleição de Raquel. Além disso, tanto Campos quanto Lyra têm feito movimentos ao centro: ele se aproximando de nomes do Republicanos e até do PL de Flávio Bolsonaro, e ela dialogando com a federação União Progressista e com o Podemos.
Ambiente de vitória
“Esse ambiente aqui é um ambiente de vitória. É um astral muito bom. A gente vê no semblante de cada um o sentimento de pertencimento, alegria, entusiasmo. Não é uma presença forçada, de quem vem aqui porque o político está bem nas pesquisas”, analisou Kassab sobre o encontro. A frase reflete a situação de Raquel Lyra nas pesquisas, sempre atrás de Campos e com chance de perder já no primeiro turno. No entanto, os mesmos levantamentos apontam para uma evolução significativa da governadora, com aumento da aprovação e redução da distância percentual para o oponente.
Em publicação nas redes sociais, Raquel escreveu que está “unindo forças por Pernambuco”. “Eu acredito nessa política com P maiúsculo, de Pernambuco, que une ação e propósito para construir o futuro do nosso estado, que segue avançando cada vez mais. É com trabalho, investimento, compromisso e parceria que o nosso governo vem conquistando grandes projetos para a nossa terra, como a retomada das obras da Transnordestina. E é por isso que digo: Pernambuco não pode parar, nem retroceder”, afirmou.



