
O plenário da Alepa virou um verdadeiro caldeirão de ideias nesta última semana. E olha, não é exagero dizer que as decisões de lá vão ecoar bem longe dos corredores do poder.
Quem acompanha o legislativo estadual sabe: quando a coisa esquenta em Belém, o estado todo sente. E dessa vez, a pauta foi pesada. A Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira – um nome tão grande quanto sua responsabilidade – deu o aval para um projeto que vai mexer com os cofres públicos. Não é brincadeira.
O Orçamento e a Vida Real
O tal do Projeto de Lei nº 174/2025. Parece só mais um número, mas esconde uma revolução silenciosa na forma como o estado planeja gastar cada centavo no ano que vem. A relatora, deputada Dra. Patricia Oliveira (PSD), não mediu palavras. Para ela, essa é a chave para transformar papel em ação, promessa em resultado tangível. E acredite, não é discurso de politicagem.
Mas não parou por aí. A Comissão de Segurança Pública e Defesa Social entrou na dança com uma proposta que é, no mínimo, urgente. O PL 189/2025 quer criar um programa estadual de proteção a vítimas e testemunhas. Num estado onde a violência muitas vezes cala vozes, essa iniciativa pode ser um divisor de águas. Uma luz no fim do túnel, ou melhor, no início de um caminho mais seguro.
Para Além dos Números
E tem mais! A Alepa também virou palco de uma homenagem que emocionou até os mais durões. O ex-deputado Márcio Miranda recebeu uma comenda que vai além do metal e do diploma. Foi um reconhecimento por uma vida inteira dedicada à coisa pública. Algo raro nos dias de hoje, não?
Ah, e os debates! A Comissão de Meio Ambiente resolveu encarar de frente um fantasma que assombra o desenvolvimento: o licenciamento ambiental. Eles prometem desburocratizar sem descuidar da floresta. Um equilíbrio delicado, como andar numa corda bamba sobre o Rio Amazonas.
Parece que a casa legislativa paraense finalmente entendeu que o povo não aguenta mais promessa vazia. Estão tentando, ao menos é o que demonstram, traduzir o juridiquês em melhorias reais. Claro, só o tempo dirá se essas intenções vão sair do papel e chegar nas ruas de Santarém, de Marabá, do arquipélago do Marajó...
Uma coisa é certa: o legislativo estadual está mostrando suas cartas. E a população, cada vez mais esperta, está de olho. O jogo político no Pará ganhou um novo capítulo – e promete ser interessante.