O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), enfrenta uma série de desafios eleitorais significativos, de acordo com a mais recente pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 26. Apesar de contar com ampla aprovação de 80% do eleitorado, o cenário político para sua sucessão e para a disputa ao Senado mostra dificuldades consideráveis.
Disputa ao governo
No cenário estimulado, onde os eleitores recebem uma lista de pré-candidatos, Sandro Alex (PSD), ex-secretário de Infraestrutura e Logística e escolhido por Ratinho para sucedê-lo, aparece com apenas 5% das intenções de voto. Esse número o coloca dez pontos percentuais atrás de Rafael Greca (MDB), ex-prefeito de Curitiba, que tem 15%. Ambos, no entanto, estão distantes do líder da corrida, o senador Sergio Moro (PL), que alcança 35%.
A escolha de Sandro Alex foi considerada surpreendente, já que o PSD tinha outros nomes fortes, como Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca. Este último migrou para o MDB e já anunciou sua candidatura ao Executivo estadual, rivalizando diretamente com o herdeiro político do atual governo.
O desempenho fraco de Alex pode ser atribuído ao seu baixo reconhecimento: 78% dos entrevistados afirmaram não conhecê-lo. Apesar disso, 64% dos eleitores acreditam que Ratinho Júnior merece eleger seu sucessor, contra 25% que discordam. Na pesquisa espontânea, 84% dos entrevistados ainda não têm um candidato definido, indicando que a corrida está longe de ser decidida.
Disputa ao Senado
O cenário para o Senado também é desfavorável para Ratinho Júnior. O PSD filiou Cristina Graeml, que foi adversária de Eduardo Pimentel (PSD) no segundo turno das eleições municipais de Curitiba. Ela havia se filiado ao União Brasil por convite de Sergio Moro, que depois migrou para o PL. Agora, Cristina tem apenas 4% das intenções de voto, bem atrás dos pré-candidatos do PL, Filipe Barros e Deltan Dallagnol (Novo), que ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente, atrás do ex-senador Alvaro Dias (MDB).
Ratinho Júnior desistiu de disputar a Presidência da República no final de março, optando por continuar defendendo os interesses de seus eleitores no Paraná. A pesquisa Quaest revela que ele terá um caminho árduo pela frente, com desafios tanto na sucessão estadual quanto na composição da bancada no Senado.



