O senador Sergio Moro (União-PR) denunciou uma manobra do governo Lula para facilitar a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Moro foi substituído na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, perdendo o direito de voto na sabatina marcada para esta quarta-feira, 29.
Substituição e reação
Moro perdeu o posto para o senador Renan Filho (MDB-AL), aliado do governo e ex-ministro dos Transportes. Cid Gomes (PSB-CE) também foi trocado por Ana Paula Lobato (PSB-MA). Com as mudanças, o Planalto busca um ambiente mais favorável ao indicado de Lula.
“Só o desespero justifica a manobra imoral do governo para eleger Jorge Messias para o STF. Eu, membro da CCJ, fui surpreendido com a notícia da minha substituição pelo senador Renan Filho. Ok, é do jogo, mas reflete o desespero do governo. Diante disso, adianto meu voto no plenário e digo que serei contra, mas mostra que eles temem uma sabatina transparente, com as perguntas pertinentes ao Jorge Messias”, afirmou Moro.
Votação na CCJ
Para que a indicação avance ao plenário, são necessários ao menos 14 votos na CCJ. Com as trocas, governistas projetam ao menos 15 votos favoráveis a Messias. A manobra ocorre em meio à corrida eleitoral, com Moro tentando se aproximar do PL para ampliar seu favoritismo.



