Justiça de SP suspende revogação de licença de creches administradas por associação em Mogi das Cruzes
Justiça suspende revogação de licença de creches em Mogi das Cruzes

Justiça de São Paulo suspende revogação de licença de creches administradas por associação beneficente

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo tomou uma decisão significativa que impacta diretamente a administração de três creches em Mogi das Cruzes. A corte revogou a liminar que havia rescindido o contrato de administração mantido pela Associação Beneficente Doce Lar, conforme documento divulgado na sexta-feira, dia 16 de janeiro de 2026.

Decisão judicial mantém situação atual de duas unidades

De acordo com a nova determinação judicial, a suspensão que teria sido aplicada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes foi suspensa em duas unidades específicas: as Unidades II e III. Esta medida tem caráter provisório e permanecerá válida até que a Justiça se manifeste novamente sobre o caso.

As três unidades educacionais envolvidas neste processo estão localizadas em diferentes bairros da cidade: Jardim Margarida, Oropó e Vila Brasileira. Originalmente, a partir deste ano, todas elas passariam a ser administradas diretamente pela municipalidade, conforme planejamento anterior da prefeitura.

Posicionamento da administração municipal

A Prefeitura de Mogi das Cruzes emitiu uma nota oficial esclarecendo sua posição sobre o caso. A administração municipal afirmou que o atendimento das crianças matriculadas nas três unidades escolares está completamente assegurado e será realizado de acordo com o calendário escolar estabelecido.

Segundo a prefeitura, a transição da administração já teve início e está sendo conduzida de forma planejada e segura. A municipalidade destacou que estão sendo adotadas todas as medidas necessárias para garantir o acolhimento adequado das crianças no retorno às aulas, além de oferecer apoio aos funcionários das unidades.

A ação judicial teve como base uma sindicância aberta em 2023 e encerrada em agosto de 2025, que investigou denúncias sobre condutas que não estariam em conformidade com a legislação que rege o sistema de entidades subvencionadas da Secretaria Municipal de Educação.

Manifestação da Associação Beneficente Doce Lar

Por sua vez, a Associação Beneficente Doce Lar também se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial. A entidade informou que o Tribunal de Justiça analisou medidas importantes relacionadas aos Termos de Colaboração das três unidades envolvidas.

Em decisão de 15 de janeiro de 2026, o Tribunal determinou a manutenção da situação atual das Unidades II e III, suspendendo os efeitos do ato da Prefeitura que havia rescindido e não renovado os respectivos Termos de Colaboração. Esta medida judicial evita impactos imediatos no atendimento educacional, protegendo tanto as crianças atendidas quanto os colaboradores envolvidos.

Quanto à Unidade I, uma decisão de 16 de janeiro esclareceu que o recurso em andamento possui efeito suspensivo, razão pela qual não há alterações no momento. A situação permanece como estava até que o Tribunal se manifeste novamente sobre este caso específico.

A Associação Beneficente Doce Lar reafirmou seu compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento das determinações da Justiça enquanto o processo segue em análise pelo Poder Judiciário. A entidade mantém suas atividades normalmente durante este período de avaliação judicial.

Contexto e próximos passos

Este caso representa um exemplo significativo da complexidade envolvida na administração de serviços públicos educacionais através de parcerias com entidades do terceiro setor. A decisão judicial destaca a importância do devido processo legal em transições administrativas que afetam diretamente a comunidade.

Ambas as partes envolvidas – a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Associação Beneficente Doce Lar – aguardam novas decisões judiciais que definirão o futuro da administração destas três unidades educacionais. Enquanto isso, o foco permanece na garantia da continuidade do atendimento educacional de qualidade para as crianças da região.