O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu início, nesta segunda-feira (25), a uma viagem aos Estados Unidos com o objetivo de se encontrar com o presidente americano Donald Trump. A reunião, que estaria prevista para ocorrer nos próximos dias na Casa Branca, ainda não foi oficialmente confirmada pelo governo dos Estados Unidos, o que já gera apreensão entre os aliados do parlamentar brasileiro.
Preocupações nos bastidores
Nos bastidores, integrantes da equipe de Flávio admitem preocupação com a possibilidade de Trump alterar a agenda de última hora. O motivo seria o avanço das negociações envolvendo o Irã. O presidente americano tem concentrado esforços em um acordo diplomático com o regime iraniano e decidiu permanecer em Washington no fim de semana justamente para acompanhar o progresso das tratativas.
Esse gesto acendeu um alerta entre os auxiliares do senador, especialmente depois que Trump cancelou a participação no casamento do próprio filho, que aconteceria na Flórida. A avaliação no entorno de Flávio é de que a crise internacional pode acabar ocupando totalmente a agenda da Casa Branca nos próximos dias.
Estratégia política
A expectativa do parlamentar é utilizar a viagem para ampliar sua exposição internacional, em meio ao desgaste provocado pelas recentes revelações sobre suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A estratégia da equipe é transformar a aproximação com Trump em uma demonstração de força política e prestígio no exterior.
Segundo aliados, o convite para o encontro teria partido da própria Casa Branca, embora o compromisso ainda dependa de confirmação definitiva. Além da tentativa de reunião com Trump, Flávio também deve se encontrar com integrantes do Departamento de Estado e representantes do governo americano ligados à política externa e à segurança internacional.



