Dezessete deputados na mira do Conselho de Ética da Câmara esta semana
Dezessete deputados na mira do Conselho de Ética

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pautou para a próxima terça-feira, 19, a votação de oito processos por quebra de decoro parlamentar. As ações miram dois deputados da oposição, ambos do PL, e quinze da base governista, sendo doze do PSOL, dois do PT e um do Avante. As acusações incluem xingamentos, perseguições políticas, retaliações judiciais e até agressão física durante sessões legislativas. Confira os detalhes de cada caso e as punições sugeridas.

Marcos Pollon (PL-MS)

O deputado Marcos Pollon é acusado de xingar publicamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante um ato bolsonarista em Campo Grande a favor do PL da Dosimetria. Em cima de um carro de som, Pollon chamou Motta de “um p*rra”, “um b*sta” e “um baixinho de um metro e sessenta”, atribuindo a ele a demora na votação do projeto de anistia aos condenados por tentativa de golpe. A ação foi movida por Gilberto Abramo (Republicanos-MG), e o relator Ricardo Maia (MDB-BA) recomenda três meses de suspensão.

Alfredo Gaspar (PL-AL)

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar foi denunciado pelo PT por declarações contra Lindbergh Farias (PT-RJ), chamando-o de “criminoso”, “usuário de drogas”, “recebedor de propina”, “cafetão”, “maloqueiro” e “criminoso travestido de parlamentar”. As falas ocorreram em março de 2026, na sessão de encerramento da CPMI e em entrevista coletiva. O PT exige a perda de mandato, mas o relator ainda não foi sorteado.

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Lindbergh Farias (PT-RJ)

Na mesma briga, o Partido Novo denunciou Lindbergh Farias por chamar Gaspar de “estuprador” na sessão da CPMI. O Novo pede suspensão de seis meses. Lindbergh também é alvo de outra ação do Novo, junto com doze deputados do PSOL, por acusarem Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de tentar auxiliar a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão. Além disso, o PL move processo contra Lindbergh por suposta “perseguição política” contra Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Michelle Bolsonaro.

Deputados do PSOL

Doze deputados do PSOL foram acusados pelo Novo em retaliação a uma denúncia contra Flávio Bolsonaro na PGR, em novembro de 2025. Os psolistas pediram investigação por convocar vigília de apoiadores na casa de Jair Bolsonaro horas antes de sua prisão. O Novo alega que os parlamentares incitaram perseguição e manifestações. Os denunciados são: Chico Alencar (RJ), Glauber Braga (RJ), Ivan Valente (SP), Henrique Vieira (RJ), Tarcísio Motta (RJ), Célia Xakriabá (MG), Erika Hilton (SP), Fernanda Melchionna (SP), Luiza Erundina (SP), Luciene Cavalcante (SP), Sâmia Bomfim (SP) e Talíria Petrone (RJ). O processo pede suspensão de seis meses, com possibilidade de cassação.

Erika Hilton (PSOL-SP)

Além da ação coletiva, Erika Hilton é alvo de outra ação do Novo por acusações de transfobia movidas entre 2025 e 2026 contra militantes feministas e o apresentador Ratinho. O Novo alega que as manifestações eram protegidas pela liberdade de expressão e que a deputada usa o cargo para perseguir opositores.

André Janones (Avante-MG)

O PL acusa André Janones de ofender Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL-DF) com ofensas sexistas em 2025. Em posts no X, Janones chamou Michelle de “incomível” e “a assessora mais comível da história”, insinuou caso extraconjugal com Valdemar Costa Neto, e sobre Bia Kicis escreveu: “Que mulher feia, pqp”.

Rogério Correia (PT-MG)

O Partido Novo acusa Rogério Correia de comportamento agressivo na CPMI do INSS em 26 de fevereiro de 2026. Insatisfeito com uma votação, ele se aproximou da mesa e teria dado uma cotovelada no rosto de Luiz Lima (Novo) ao ser contido.

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