A crise entre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um novo patamar. Nos últimos dias, Zema intensificou os ataques à Corte, testando a tese de que a rejeição ao STF pode render dividendos eleitorais na campanha presidencial. As acusações, feitas sem apresentação de provas, levaram o ministro Gilmar Mendes a incluir o presidenciável no inquérito das Fake News.
Ministro do STF fala em prisão
Em conversa com a reportagem, um ministro do STF, que pediu anonimato, avaliou que a situação de Zema é grave. “Isso pode terminar em prisão”, afirmou. A declaração reflete o clima de tensão entre o Judiciário e o político, que busca capitalizar eleitoralmente com o discurso antissistema.
Defesa de Zema
Procurado, Romeu Zema negou ter ultrapassado limites. “Não fiz nada de errado. Ministros do STF também estão sujeitos à crítica, inclusive a irônica, como qualquer homem público”, disse. Ele lembrou sua trajetória como governador por mais de sete anos, período em que, segundo ele, sofreu críticas de todos os tipos, mas nunca tentou calar ninguém.
A avaliação de ministros do STF, no entanto, é que o ataque de Zema não ficará impune. O inquérito das Fake News, instaurado para apurar ameaças e difamações contra a Corte, pode resultar em sanções severas, incluindo prisão. O caso segue em análise e promete movimentar o cenário político nas próximas semanas.



