Aldo Rebelo ameaça processar próprio partido para barrar Joaquim Barbosa
Aldo Rebelo ameaça processar partido por candidatura

O ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), afirmou que pode recorrer à Justiça contra o próprio partido para assegurar sua candidatura em 2026 e impedir que a sigla lance o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ao Planalto. A declaração foi feita nesta terça-feira, 19, em meio a um racha interno na legenda.

Ameaça de judicialização

“Minha pré-candidatura está mantida, continuarei na minha agenda como candidato. Vamos levar a questão à convenção do partido e, se necessário, iremos judicializar”, declarou Rebelo a VEJA. A hipótese de judicialização surge após o presidente nacional do DC, João Caldas, anunciar na semana passada a troca de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa como pré-candidato ao Planalto. A campanha de Rebelo foi lançada oficialmente em janeiro, enquanto Barbosa se filiou ao partido no início de abril.

Reações e críticas internas

Rebelo classificou a cogitação de Joaquim Barbosa como “balão de ensaio”, lembrando que o ex-presidente do STF já foi cotado para disputar o cargo em 2018 e 2022 pelo PSB, mas desistiu. “Minha candidatura é um contrato registrado pela palavra”, afirmou. No último sábado, 16, Caldas justificou a substituição pelo baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas. Contudo, a decisão gerou forte oposição entre caciques estaduais do DC. O presidente do partido em Roraima, Paulo César Quartiero, chamou Joaquim Barbosa de “traidor” e “vigarista” durante convenção estadual. Já o presidente do DC em São Paulo, Cândido Vaccarezza, classificou a candidatura de Barbosa como “inapoiável” e afirmou que trabalhará contra o projeto de Caldas. “Não tem compromisso com a democracia, nem experiência política”, declarou.

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Silêncio de Joaquim Barbosa

Até o momento, Joaquim Barbosa mantém-se em silêncio sobre o racha no partido e a possibilidade de disputar o Planalto. A reportagem de VEJA tenta contato com o ex-ministro, e o espaço permanece aberto para manifestação.

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