TSE autoriza criação da federação União Progressista, quinta do país
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta quinta-feira, 26 de setembro, a formação da federação União Progressista, uma união entre os partidos União Brasil e Progressistas (PP). Esta se torna a quinta federação partidária registrada no Brasil, seguindo as determinações da legislação eleitoral para vigorar nas eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro.
Processo de aprovação sem divergências
A relatora do caso, ministra Estela Aranha, destacou que os partidos entregaram toda a documentação exigida pela Corte Eleitoral. O plenário do TSE acompanhou integralmente o voto da relatora, sem registrar qualquer divergência entre os ministros, o que demonstra a conformidade do processo com as normas legais.
Características e impacto da federação
Uma federação partidária permite que dois ou mais partidos se unam e atuem como uma única agremiação política após o registro na Justiça Eleitoral, por um período mínimo de quatro anos. A União Progressista se consolidará como a maior força partidária do país, com implicações significativas:
- Maior bancada de deputados na Câmara dos Deputados
- Maior número de prefeitos em exercício
- Maiores fatias de recursos públicos destinados a campanhas eleitorais e despesas partidárias
Contexto das federações partidárias no Brasil
O TSE já havia registrado outras quatro federações anteriormente, demonstrando uma tendência de consolidação no cenário político brasileiro:
- Renovação Solidária
- Brasil da Esperança
- PSDB Cidadania
- PSOL Rede
O pedido para a formação da União Progressista foi formalizado ao TSE em dezembro do ano passado, e sua autorização ocorre em um momento estratégico, preparando o terreno para as próximas eleições. Esta movimentação reforça a dinâmica de alianças e fusões que tem marcado a política nacional, com potenciais efeitos na distribuição de poder e recursos nos próximos ciclos eleitorais.



