Datafolha: Tarcísio lidera isolado para Governo de SP com mais de 40% no primeiro turno
Tarcísio lidera com mais de 40% para Governo de SP, diz Datafolha

Governador Tarcísio de Freitas lidera isolado em todas as simulações para o Governo de São Paulo

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha revela que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o líder absoluto em todos os cenários testados para as eleições do Governo de São Paulo. O levantamento, realizado entre os dias 3 e 5 de março, mostra o atual governador com taxas de intenção de voto consistentemente superiores a 40% no primeiro turno, consolidando uma vantagem significativa sobre seus possíveis adversários.

Haddad aparece como principal concorrente, mas PT ainda não definiu candidatura

Em segundo lugar nas simulações, aparece o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que pontua melhor do que outros nomes ligados ao presidente Lula, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB). É importante destacar que o grupo político do petista ainda não oficializou quem será o candidato a governador pelo estado.

O estudo foi conduzido com 1.608 entrevistas em 71 municípios paulistas, abrangendo a população com 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

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Eleição ainda não mobilizou a maioria dos eleitores paulistas

Um dado revelador da pesquisa espontânea – quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado – mostra que a disputa pelo governo estadual ainda não despertou o interesse da maioria da população. Impressionantes 59% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votariam para governador.

Nesse cenário sem estímulos, Tarcísio se sai melhor com 22% das indicações, mais 3% que mencionaram especificamente "o atual governador". Haddad, que ainda não decidiu se será candidato, aparece com apenas 2% das menções, mantendo o mesmo patamar verificado em pesquisa de abril de 2025.

Conhecimento dos candidatos e cenários estimulados

Quando a pergunta é estimulada – com o entrevistador apresentando os nomes – e sobre o grau de conhecimento dos possíveis candidatos, Fernando Haddad aparece empatado, na margem de erro, com Tarcísio de Freitas. Exatamente metade dos entrevistados (50%) afirmou conhecer bem o ministro da Fazenda, enquanto 47% disseram o mesmo sobre o governador.

Geraldo Alckmin, que foi governador de São Paulo por quatro mandatos, é conhecido muito bem por 54% dos paulistas. Já a ministra Simone Tebet (MDB), natural do Mato Grosso do Sul, tem reconhecimento de 22%.

No cenário estimulado com cinco nomes, Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto, seguido por Haddad com 31%. Completam a lista o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), com 5%, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), também com 5%, e o comentarista Felipe D'Avila (Novo), com 3%.

Perfil dos eleitores revela divisões significativas

O governador apresenta porcentagens de intenção de voto mais elevadas entre homens (49%) do que entre mulheres (39%), entre eleitores com 60 anos ou mais (52%) comparado aos jovens de 16 a 24 anos (30%), e entre evangélicos (54%) versus católicos (44%).

Já Fernando Haddad tem taxas superiores entre mulheres (34% contra 27% dos homens), entre católicos (32% frente a 21% dos evangélicos) e entre funcionários públicos (48%, contrastando com 23% entre empresários e 24% entre donas de casa).

Cenários regionais e simulações de segundo turno

Se confirmada a candidatura de Haddad, a disputa com Tarcísio será mais acirrada na capital paulista do que no interior, onde a diferença chega a 19 pontos percentuais a favor do governador (47% contra 28%). Na região metropolitana, a vantagem de Tarcísio diminui para seis pontos (40% ante 34% do petista), refletindo o perfil menos conservador da capital.

Em todos os cenários de segundo turno testados pelo Datafolha, Tarcísio mantém a liderança com taxas que variam de 50% a 60%. Na simulação mais provável contra Haddad, o governador venceria por 52% a 37%, com 10% de votos brancos ou nulos e 1% de indecisos.

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A maior vantagem de Tarcísio sobre Haddad aparece entre homens (57% a 34%), eleitores com mais de 60 anos (57% a 35%), pessoas com renda familiar superior a dez salários mínimos (64% a 27%), moradores do interior (57% a 32%) e evangélicos (64% a 26%).

Taxas de rejeição entre os possíveis candidatos

Fernando Haddad lidera as taxas de rejeição quando o Datafolha pergunta em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno. O ministro é rejeitado por 38% dos entrevistados, seguido por Alckmin (29%), Tebet (27%), Kataguiri (25%) e Tarcísio (24%).

Haddad tem rejeição acima da média entre homens (44%), eleitores de alta renda (59%), evangélicos (45%), quem reprova o governo Lula (60%) e quem pretende votar em Flávio Bolsonaro para presidente (65%).

Tarcísio, por sua vez, apresenta maior rejeição entre os mais instruídos (33%), moradores da região metropolitana (29%), funcionários públicos (52%), quem aprova o governo Lula (44%) e eleitores que pretendem votar no petista na eleição presidencial (50%).

A pesquisa revela um cenário eleitoral em formação, com Tarcísio consolidando uma liderança robusta, mas com significativas divisões demográficas e regionais que poderão definir os rumos da campanha à medida que as candidaturas forem oficializadas.