Tarcísio reage a pesquisas com ministros de Lula na frente em SP para o Senado
Tarcísio comenta pesquisas com ministros de Lula liderando em SP

Governador de São Paulo comenta cenário eleitoral após pesquisa Datafolha

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reagiu nesta quarta-feira às pesquisas que mostram ministros do presidente Lula na liderança da disputa pelo Senado no estado. Diante dos dados do Datafolha divulgados na última terça-feira, 10 de março de 2026, Tarcísio afirmou que "tem muita água pra passar debaixo da ponte", evitando um clima de alerta em seu campo político.

Pesquisa aponta vantagem de nomes do governo federal

O levantamento do instituto de pesquisa indicou que ministros como Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB), Simone Tebet (MDB) e Márcio França (PSB) estão à frente na corrida por uma cadeira no Senado por São Paulo. Em contrapartida, nomes da direita, como o ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o ex-ministro Ricardo Salles (Novo), pontuaram menos, ficando no mesmo patamar de Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

Candidatos do PL, como a deputada federal Rosana Valle e o deputado estadual Gil Diniz, marcaram menos de 10% nas intenções de voto. Derrite já está confirmado como um dos integrantes da chapa bolsonarista para a disputa, enquanto a segunda vaga segue em aberto, gerando especulações e debates internos.

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Tarcísio defende escolha estratégica e viabilidade eleitoral

Em suas declarações, Tarcísio ponderou que a população demora para se conectar com candidatos ao Senado, em comparação com aqueles que disputam a Presidência. Por isso, ele enfatizou a importância de a direita escolher um nome "viável" para a corrida eleitoral, capaz de mobilizar o eleitorado e representar bem os interesses de São Paulo no Legislativo federal.

"Todos os nomes da direita na disputa pela segunda vaga são bons e qualificados", afirmou o governador. "Mas, na minha opinião, seja o nome que for do nosso campo, e são todos nomes qualificados, e obviamente a gente vai escolher alguém com viabilidade, isso é uma coisa importante... nós temos algumas ideias e, a partir do momento em que a gente consolide, é apresentar nossas vantagens, projetos, porque é interessante aquele candidato em relação a outro, e vamos para a campanha."

Contexto político e expectativas para as eleições

A reação de Tarcísio reflete um momento de ajustes estratégicos no campo político de direita em São Paulo, diante de um cenário onde figuras do governo federal lideram as pesquisas. O governador evitou criar pânico entre seus aliados, classificando a pesquisa como uma "fotografia de agora" e destacando que há tempo hábil para mudanças antes das eleições.

Ele ressaltou que a direita fará esforços de campanha para mostrar à população a importância de uma representação forte no Senado, defendendo projetos e ideias que beneficiem o estado. Com a disputa ainda em aberto, a escolha do segundo nome da chapa bolsonarista e a capacidade de unificação do campo serão fatores cruciais nos próximos meses.

Enquanto isso, os ministros de Lula mantêm sua vantagem inicial, mas a dinâmica eleitoral promete aquecer com o avanço da campanha e as definições de chapas. A fala de Tarcísio serve como um chamado à organização e à busca por candidaturas que possam reverter o quadro atual, focando na viabilidade e no apelo popular.

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