Divisão regional marca comparação entre governos Lula e Bolsonaro
Uma nova pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, revela um cenário de forte polarização na avaliação dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. O estudo, que entrevistou 2.080 eleitores em 160 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro, aponta diferenças marcantes entre as regiões do país, com o Sul apresentando as piores percepções sobre a gestão atual.
Sul concentra críticas ao governo Lula
Na região Sul do Brasil, praticamente metade dos eleitores (49,5%) acredita que o governo do presidente Lula é pior do que a gestão de Bolsonaro. Esse dado destaca a região como a mais crítica em relação à atual administração federal. Em contrapartida, apenas 33,6% dos entrevistados sulistas afirmam que a atuação do Planalto melhorou sob a gestão petista, enquanto 13,6% não veem diferença relevante entre os trabalhos do atual presidente e de seu antecessor.
Nordeste celebra melhorias na gestão federal
Em nítido contraste com o Sul, a região Nordeste apresenta uma avaliação predominantemente positiva. Mais da metade dos eleitores nordestinos (52,2%) percebe que o Brasil melhorou após o retorno de Lula à presidência. Nessa região, menos de um terço (29,7%) vê piora na eficiência do Planalto, e 14,5% acreditam que a qualidade da administração federal não mudou com a troca de governo.
Resultados nacionais mostram empate técnico
Em nível nacional, as avaliações de melhora e de piora do governo Lula em relação a Bolsonaro ficam tecnicamente empatadas, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Os números indicam que:
- 42,6% dos brasileiros consideram que a gestão atual entrega melhores resultados à população do que a anterior.
- 39,3% afirmam que a qualidade do trabalho piorou.
- 15,1% não veem grandes mudanças desde que Lula assumiu pela terceira vez, em janeiro de 2023.
Esses dados refletem a persistente divisão no eleitorado brasileiro, mesmo após três anos do início do atual mandato presidencial.
Metodologia e confiabilidade da pesquisa
O levantamento foi conduzido com um grau de confiança de 95%, e a margem de erro é estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026, garantindo transparência e rigor metodológico. A abrangência nacional do estudo, com entrevistas distribuídas por todos os estados e o Distrito Federal, reforça a representatividade dos resultados.
Essas descobertas sublinham como as percepções políticas no Brasil continuam profundamente influenciadas por fatores regionais, com o Sul e o Nordeste apresentando visões quase opostas sobre a eficácia dos governos recentes. A polarização, longe de se dissipar, parece se consolidar em padrões geográficos distintos, o que pode ter implicações significativas para o cenário político nacional nos próximos anos.